Há coisas...
Na vida que não tem preço.
E uma delas - por incrível que pareça - é viver!
Não é nada fácil.
Muitas vezes não é nada bom.
Mas algo dentro nos urge a persistir.
Para que? Por quê?
Não acho que nem convém mais questionar...
Isso já ficou para trás faz muito, muito tempo.
Em todo canto, em todo âmbito...
Vemos fantasmas passando.
Até nos depararmos com um antigo self que ainda possuía algo...
Que hoje já não temos mais.
Incrível.
O que me percebo da vida é que não ganhamos nada.
Só perdemos o que um dia fomos - ou queríamos ser.
E tudo bem.
Temos de lidar abertamente com isso, para entender o que realmente...
Nos resta.
Se é que resta algo.
As expectativas, as vontades, as intenções, os sonhos...?
Ah, eles! Se vão...
E só sobra você.
Diante da realidade crua que é estar aqui (quase) todos os dias, só.
Talvez, por isso... um petit counsel seja.
Olhe para os lados - não deixe o tempo passar - o que você ama agora, um dia vai acabar.
É. Assim mesmo. Eis a premissa de viver.
E sim! Isso não custa nada.
(a não ser... o nosso ser, e às vezes, a nossa sanidade)
De tudo que já aconteceu em minha vida...
(nessas horas) Fico com o gosto de que já passou.
E me acordo que, infelizmente, nada depende de nós.
Não importa sua vontade, não importa a sua dedicação, não importa o que foi feito...
(você) Não há controle.
O mundo gira - e desaba - como e quando ele quer.
Não consuma-se em resultados - pois pode ser que o fracasso seja a única opção.
Mas, insisto... que nada disso nos impeça de viver!
(É grátis. Lembra-se?!)
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Bem...
E se tudo que um dia foi, não é, e não mais será...
O que se pode inferir...?
A única coisa que deveria se perguntar, no final das contas é...
Estou tranquilo comigo mesmo?
Pois de nada importa todas as conquistas...
Ou onde (de fato) você está.
Se não há uma nuance de tranquilidade.
Seja aqui, no agora...
Ou pelo que você fez, num passado (nada) distante.
Pois no final... você sempre acaba pagando o preço.
As vezes de algo que nem mesmo foi seu...
(meu) Bem?!
Mas eu acho justo não perguntar nada disso a ninguém.
Pois é bem provável que as pessoas não estejam muito interessadas em se importar com isso.
E sabe... não importa.
Qualquer dia (também) não vou estar mais aqui.
E a única coisa que eu posso fazer é acenar com a cabeça para (dentro de) mim mesmo.
É isso, meu rapaz.
Non, 0 (zéro), disparaître.