O que é que dói?
Onde é que machuca?
O que você não dá ouvidos, mas mesmo assim escuta?
Nao te sobra um simples sopro...
De um sibilo desejoso.
O antro que hoje se encontra, não passa nada... Vai além da sua conta.
Me chame de incapaz, me olhe como um mercenário...
(pois) No mundo de espelhos, não há nada além de retalhos...
Dos seres que já se foi, das ilusões que ainda seremos.
É para tudo isso basta... Aprumar a visão.
Pois veja, veja tudo.
Não há nada novo para ver.
Está tudo escrito, do jeito que você já deveria saber.
Soubéssemos nos, que seria assim, teríamos feito valer o sim.
Sem esconder de nada, algo que já deveríamos compreender.
Mas nada apresentava, que o tempo um dia chamava...
Para rever casa passo não dado, cada história não contada... Restando apenas, a doce e inacabada...
Vontade de viver. Como se não houvesse um amanhã.
Como se o hoje importasse, e mesmo assim...
Anseando para que a hora chegasse.
De que tudo fosse embora.
Que não houvesse nem o resto.
Que não as memórias de um dia que vivemos repletos.
Repletos de dor, de anseios, de uma trágica necessidade...
De pudermos nos entreolhar, mesmo que estejamos em outras realidades.
É nada mais sincero que consentir...
Que esse é o limite da existência.
Ver-se real, mesmo com toda essa...
Indesejada inteligência.
Nao titubeie, não se perca, o amanhã vai chegar...
É tudo que o hoje afirma, propõe e destrói...
Vai se fazer de tudo uma vez...
De uma só vez.
Tal qual uma história, formal, épica e vulgar...
Como um conto de Tolstoi.
A.
É, verdade.

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