Fernando Pessoa em O Livro do Desassossego:
426.
Considerar a nossa angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas na da nossa mesma alma, é o princípio da sabedoria. Considerar isto em pleno meio dessa angústia é a sabedoria inteira. No momento em que sofremos, parece que a dor humana é infinita. Mas nem a dor humana é infinita, pois nada há humano de infinito, nem a nossa dor vale mais que ser uma dor que nós temos.
Quantas vezes, sob o peso de um tédio que parece ser loucura, ou de uma angústia que parece passar além dela, paro, hesitante, antes que me revolte, hesito, parando, antes que me divinize. Dor de não saber o que é o mistério do mundo, dor de não nos amarem, dor de serem injustos connosco, dor de pesar a vida sobre nós, sufocando e prendendo, dor de dentes, dor de sapatos apertados - quem pode dizer qual é maior em si mesmo, quanto mais nos outros, ou na generalidade dos que existem?
Para alguns que me falam e me ouvem, sou um insensível. Sou, porém, mais sensível - creio - que a vasta maioria dos homens. O que sou, contudo, é um sensível que se conhece, e que, portanto, conhece a sensibilidade.
Ah, não é verdade que a vida seja dolorosa, o que seja doloroso pensar na vida. O que é verdade é que a nossa dor só é séria e grave quando a fingimos tal. Se formos naturais, ela passará assim como veio, esbater-se-á assim como cresceu. Tudo é nada, e a nossa dor nele.
Escrevo isto sob a opressão de um tédio que parece não caber em mim, ou precisar de mais que da minha alma para ter onde estar; de uma opressão de todos e de tudo que me estrangula e desvaira; de um sentimento físico da incompreensão alheia que me perturba e me esmaga. Mas ergo a cabeça para o céu azul alheio, exponho a face ao vento inconscientemente fresco, baixo as pálpebras depois de ter visto, esqueço a face depois de ter sentido. Não fico melhor, mas fico diferente. Ver-me liberta-me de mim. Quase sorrio, não porque me compreenda, mas porque, tendo-me tornado outro, me deixei de poder compreender. No alto do céu, como um nada visível, uma nuvem pequeníssima é um esquecimento branco do universo inteiro.
16:45 - Fin de le fin.
sábado, 5 de março de 2016
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Good Night, Tonight, Goodbye!
Muitas vezes nos desprender de uma vida que se fez realidade por tanto tempo nos é mais complicado do que o quanto pode parecer. Really, really now...
Não é uma simples questão d'estar ... de se transparecer...
É simplesmente ter que repensar tudo - mas que, talvez a pouco tempo fosse algo tão 'im-pensável' como a realidade se faz hoje; talvez a certeza e a simplicidade seja... continuar da mesma forma, pois não haveria outra forma de ser outra coisa, se assim não o fosse - factos, simples ... em minha mente que insistem em reincidir na própria vida (que não necessariamente é tal realidade).
Mas vamos lá, menos críptico, mais assertividade.
Traçar, um caminho que não existe.
Percorrer, uma linha imaginária que ainda deve ser pensada.
Talvez esses sejam os lemas, de: nur jetzt.
E por quê não evitar essa falta de cumplicidade para recolocar a mente em outras áreas, ideias - ou talvez até mesmo dias, mundos, probabilidades.
O que foi, já foi, e não voltará nada a ser mais como era - ao menos não na minha cabeça. E talvez essa seja a única forma de ultrapassar isso - repensar, tudo - e enquanto a obviedade da sensatez (e como tão insensata tem sido ultimamente!) se fizer presente, essa será única maneira que vou terminar lidando com o que está por aí - ou seja, simplesmente ficar preso no mesmo lugar diante do tão tradicional impasse... que nunca me levou a lugar algum.
Então, pense-emos: assim que tudo acabar, não um recomeço, mas uma reinterpretação!
Essa talvez seja a única maneira de me re-encontrar (já me fugi faz tempo, e as vezes me pergunto onde realmente me encontro ultimamente...), que seja por aí, ou por (onde quer que seja) lá.
Pois o que temos hoje ... é o de sempre, e isso, talvez bastasse há uma semana, mas não, não mais. Não desejo e não exijo que esse seja o modo que eu deva viver - estamos em um momento em o que deveria ser feito é simplesmente re-viver (ou por quê não, viver?); totalmente.
E que fique registrado que a partir desse momento vou reposicionar minhas ideias para caminhar - não necessariamente para frente, para uma conclusão ou um objetivo (?), mas hei de manter o olhar no horizonte enquanto pretendo visualizar o que de fato pode estar em torno de mim - há um mundo grande, aliás, para isso.
Pois vá, pois vamos, pois...
Que fique assinado que novas perspectivas hão de ser adicionadas assim que a oportunidade se fizer condizente.
Assine. Pretenda. Interprete. Faça.
Não um recomeço; simplesmente uma reinterpretação, um reposicionamento!
Shall we?
Let the future be theirs, and won't really base myself into it - and in a now - otherwise I won't ever have the life I could have had once.
And I wish that I can remember this re-paradigms day, someday, If I ever (re)consider such a (life) subject...
So, once again, como empiezé:
Good Night, Tonight, Goodbye!
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Só mais um dia
Quando as memórias de um passado que praticamente não aconteceu se fazem mais do que reais em seu próprio ser... o que dizer sobre isso?
Você não tem ideia do que realmente aconteceu, e sequer imaginava que certas coisas 'do passado' estariam rondando sua vida - mas, de repente, nota que seu ser carrega muito daquilo que - você - viveu quando ainda era uma pessoa pura, alguém que tinha algo além da sua 'perca' no mundo - algo que buscava alg(-uém)o.
Bem estranho, mas é constatável - é real, em realidade ver que o irreal é presente no seu ser e você sequer sabia disso - que a confluência dos fatos se fazem presentes nos parâmetros da sua vida - mesmo que, em realidade, nada tenha de fato acontecido.
Só me soa como estranho, até mesmo engraçado, perceber que a possibilidade incabível de anos atrás esteja tão arraigada no seu jeito de ser, na sua forma de pensar e nas suas memórias mais intrínsecas.
Bem, verdade, a vida é uma só, mas o que me parece é que ela já foi várias, e que ainda muitas outras estão aí, esperando serem visualizadas para simplesmente acontecer...
Não é o fato de estar preso ao passado, pois isso não é o que acontece, mas perceber que o passado é mais presente do que o futuro se faz - que seu ser está preenchido por (falta de) sentimentos que existiam uma vez - que aquilo que (deixou de) aconte(r)u poderia ter feito , de verdade, uma outra substância da sua vida - e que, talvez, nada estivesse pronto ou preparado, em determinada época, mas que, agora que essa percepção existe, simplesmente não há mais essa(s) possibilidade(s) - o tempo foi, a vez passou. O que resta... é impresente; talvez ainda há por se (per)fazer...
The flow simply guides us, like there was nothing to wait or to expect; it just happens and I don't accept excuses from the times - future or past - and, meanwhile, we struggle to stand up and follow it, certain that something might turn up and show that life is not as (empty as) it is right now.
It doesn't mean destiny, but simply... eventos. Vontades. Vivacidades. Vicissitudes.
Vamos verificar ainda a verdade que há de se revelar em um dia ordinário no qual nada se foi prometido; mas até então, continuar, a navegar, perdido entre as rédeas que deslocam the fate towards the way it shouldn't be carrying on.
So let. It. Be. Like it is; things (or no-thing) will change anyway.
Better just to press on the flow and keep the shelter of me, against myself...
and
just expect what might happens.
Você não tem ideia do que realmente aconteceu, e sequer imaginava que certas coisas 'do passado' estariam rondando sua vida - mas, de repente, nota que seu ser carrega muito daquilo que - você - viveu quando ainda era uma pessoa pura, alguém que tinha algo além da sua 'perca' no mundo - algo que buscava alg(-uém)o.
Bem estranho, mas é constatável - é real, em realidade ver que o irreal é presente no seu ser e você sequer sabia disso - que a confluência dos fatos se fazem presentes nos parâmetros da sua vida - mesmo que, em realidade, nada tenha de fato acontecido.
Só me soa como estranho, até mesmo engraçado, perceber que a possibilidade incabível de anos atrás esteja tão arraigada no seu jeito de ser, na sua forma de pensar e nas suas memórias mais intrínsecas.
Bem, verdade, a vida é uma só, mas o que me parece é que ela já foi várias, e que ainda muitas outras estão aí, esperando serem visualizadas para simplesmente acontecer...
Não é o fato de estar preso ao passado, pois isso não é o que acontece, mas perceber que o passado é mais presente do que o futuro se faz - que seu ser está preenchido por (falta de) sentimentos que existiam uma vez - que aquilo que (deixou de) aconte(r)u poderia ter feito , de verdade, uma outra substância da sua vida - e que, talvez, nada estivesse pronto ou preparado, em determinada época, mas que, agora que essa percepção existe, simplesmente não há mais essa(s) possibilidade(s) - o tempo foi, a vez passou. O que resta... é impresente; talvez ainda há por se (per)fazer...
The flow simply guides us, like there was nothing to wait or to expect; it just happens and I don't accept excuses from the times - future or past - and, meanwhile, we struggle to stand up and follow it, certain that something might turn up and show that life is not as (empty as) it is right now.
It doesn't mean destiny, but simply... eventos. Vontades. Vivacidades. Vicissitudes.
Vamos verificar ainda a verdade que há de se revelar em um dia ordinário no qual nada se foi prometido; mas até então, continuar, a navegar, perdido entre as rédeas que deslocam the fate towards the way it shouldn't be carrying on.
So let. It. Be. Like it is; things (or no-thing) will change anyway.
Better just to press on the flow and keep the shelter of me, against myself...
and
just expect what might happens.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Rien
Nada.
Isso é o que temos. Para hoje, para amanha, para quase o todo.
Bem, como sempre, a incapacidade de estar por aqui e não poder se sentir presente, de fato, e contribuir com algo de forma real.
É isso que eu sinto, venho sentindo bastante ultimamente, o que não quer dizer que eu não tenha sentido isso antes.
Em realidade esse detalhe se trata de algo quiça bastante antigo; me lembro dos gostos do meu 1° ano do EM, no qual a invalidez e o sentimento de "lost" estava presente, e já tinha os seus efeios sobre o meu ser. Claro que talvez, eu imagino, esse era um sentimento que podia ser contornado mais facilmente, no qual ainda se apresentavam saídas e alternativas... que podiam até serem vistas como soluções, no momento. E ao longo de todos esses ano o que eu mais vinha (não sei se venho mais!) tentando fazer era circundar essa percepção, enveredar por outros caminhos, tentar novas opções. Muitas altos e baixos foram presenciados ao longo desse tempo (time, oh time!), sem nenhuma definição perante as minhas expectativas ou até mesmo vontades... a indefinição sempre esteve presente; talvez isso tenha me levado a pensar em questões como mudança e equilíbrio, o que de certa forma não deixam de serem respostas, mas que até o acaso atual não me levaram a lugar algum, se não me engano...
Mas bem, pois bem... Fim. Que levou a um começo. Ou talvez esse seja simplesmente o começo de um fim... o fim que leva ao começo de coisa alguma, vai lá saber!
- Eu de certa forma percebo que aquilo que um dia foi importante pra mim, em realidade, se faz mais presente do que de costume nessas situaçoes; Me lembro de ocasiões, pessoas, coisas as quais ainda me eram próximas (estimáveis!) nos momento em que 'sonhos' (ilusões) ainda eram presentes no meu ser; e bem, como eu lembro disso! Consigo lembrar dos dias, sentir o verdadeiro sentimento que me inflingia nesses momentos "It's a lie! We could not learn to fly..." - é claro que o que eu sinto hoje em relação a esses casos se tratam de meras nostalgias ocasionais, que, claro, não deixam de ter o seu sabor ... mas pelo simples fato de que elas não existem mais - e também não vão existir - faz com que elas não passem disso, e, assim, criem uma memória quase-eterna de momentos que já, ou, simplesmente, não foram... e que, claro, eu gostaria que estivem aqui, agora.
Não é uma mera questão de raclamar do 'hoje'.
É simplesmente (a)notar que o está aqui agora me traz um intenso descontentamento com a situação que se faz presente; e mais. Na verdade, o que eu vejo é que tudo aquilo que eu vinha tentando 'fugir' ao longo de todos esses anos retorna. E se faz mais atual do que sempre foi; talvez isso se explique pelo fato de que o sentimento presente nessa breve ocasião é de simplesmente "o sonho acabou". Não entendo bem o que me faz sentir isso. Tenho alguns chutes; talvez o fato de 'ficar adulto', que estaria relacionado simplesmente à questão das resposabilidades da vida - inútil sejam, aliás - tome sua parte. Talvez a questão de nao ver um futuro (Isso não é algo novo, mas o fato de um caminho, ou sequer um fluxo, não se apresentar e eu estar perdido entre esse vão de absence faça essa quesão ser mais pontual do que nunca foi) se radique outra vez. Talvez o fato de pensar sobre "o que poderia ter sido" ou "as promessas eram outras" seja algo que eu não esteja conseguindo lidar, diante de toda o panorama que se apresenta... eu não sei, não sei mesmo.
É muita confusão e eu claramente me encontro confuso... por aqui.
São tantas pequenas coisas... e não é uma questão de estar sendo egoísta. É, vou repetir, um relance de não estar presente por aqui; de se sentir a parte do que está por vir (enquanto o que acontece não consegue me afetar, a não ser de uma forma bastante sutil, que faz com que eu tenha conciência da realidade, mas faz com que ela acabe não me tecendo em sua teia...)... de... talvez; Wander. Wandering around. E simplesmente não poder fazer isso, pois a cobrança do momento faz que eu tenha que me situar dentro desse cenário e jogar com as (inexistentes, em termos de satisfação, ao meu ver, claro) possibilidades, e criá-las se possível for.
Esse não é um bom sentimento e nem um bom sabor, gosto, o que quer que venha a ser...
Me sinto isolado até de mim mesmo, refutando meus pensamentos para que eu não tenha que entrar nessa roda inconsequente e venha a perder a inercia que eu tanto tenho tentado me impor ... a inércia de seguir um movimento fatidicamente falso, mas o qual é o único que eu sou capaz de engendrar nessa situação tão leniente...
O que me afeta, de forma clara, é que eu não sei se tenho culpa de tudo isso. Se isso é natural, ocasional ou casual.
Eu sinto que isso me engloba, me circunda... impede com que eu... reflita claramente - não venho a dizer 'avance' pois essa é uma palavra a qual acredito ser incoerente com a situação. Simplesmente não há avanço; estou parado num contínuo revés situacional.
Coisas que em outros tempos me eram queridas hoje em dia me trazem um puro sentimento de estagnação; não vejo saídas, caminhos, objetivos.
O máximo que eu consigo me focar são em específicas situações que perfazem o fluxo da minha vida; cotidianices que sustentam a vontade do meu ser de vivenciar parte da realidade - bichos, histórias, tastes. E acredito que isso é "that's all".
Não tenho muito mais com que continuar no momento, a não ser pensamentos aleatórios que não se encaixam, os quais não fazem vez de notá-los por aqui...
Pois bem, não é depressão, não estou deprimido.
Só me sinto desalocado.
De mim, do mundo.
De tudo.
Mas como eu creio que já proferi inúmeras vezes;
We have to carry on.
So, be it.
Isso é o que temos. Para hoje, para amanha, para quase o todo.
Bem, como sempre, a incapacidade de estar por aqui e não poder se sentir presente, de fato, e contribuir com algo de forma real.
É isso que eu sinto, venho sentindo bastante ultimamente, o que não quer dizer que eu não tenha sentido isso antes.
Em realidade esse detalhe se trata de algo quiça bastante antigo; me lembro dos gostos do meu 1° ano do EM, no qual a invalidez e o sentimento de "lost" estava presente, e já tinha os seus efeios sobre o meu ser. Claro que talvez, eu imagino, esse era um sentimento que podia ser contornado mais facilmente, no qual ainda se apresentavam saídas e alternativas... que podiam até serem vistas como soluções, no momento. E ao longo de todos esses ano o que eu mais vinha (não sei se venho mais!) tentando fazer era circundar essa percepção, enveredar por outros caminhos, tentar novas opções. Muitas altos e baixos foram presenciados ao longo desse tempo (time, oh time!), sem nenhuma definição perante as minhas expectativas ou até mesmo vontades... a indefinição sempre esteve presente; talvez isso tenha me levado a pensar em questões como mudança e equilíbrio, o que de certa forma não deixam de serem respostas, mas que até o acaso atual não me levaram a lugar algum, se não me engano...
Mas bem, pois bem... Fim. Que levou a um começo. Ou talvez esse seja simplesmente o começo de um fim... o fim que leva ao começo de coisa alguma, vai lá saber!
- Eu de certa forma percebo que aquilo que um dia foi importante pra mim, em realidade, se faz mais presente do que de costume nessas situaçoes; Me lembro de ocasiões, pessoas, coisas as quais ainda me eram próximas (estimáveis!) nos momento em que 'sonhos' (ilusões) ainda eram presentes no meu ser; e bem, como eu lembro disso! Consigo lembrar dos dias, sentir o verdadeiro sentimento que me inflingia nesses momentos "It's a lie! We could not learn to fly..." - é claro que o que eu sinto hoje em relação a esses casos se tratam de meras nostalgias ocasionais, que, claro, não deixam de ter o seu sabor ... mas pelo simples fato de que elas não existem mais - e também não vão existir - faz com que elas não passem disso, e, assim, criem uma memória quase-eterna de momentos que já, ou, simplesmente, não foram... e que, claro, eu gostaria que estivem aqui, agora.
Não é uma mera questão de raclamar do 'hoje'.
É simplesmente (a)notar que o está aqui agora me traz um intenso descontentamento com a situação que se faz presente; e mais. Na verdade, o que eu vejo é que tudo aquilo que eu vinha tentando 'fugir' ao longo de todos esses anos retorna. E se faz mais atual do que sempre foi; talvez isso se explique pelo fato de que o sentimento presente nessa breve ocasião é de simplesmente "o sonho acabou". Não entendo bem o que me faz sentir isso. Tenho alguns chutes; talvez o fato de 'ficar adulto', que estaria relacionado simplesmente à questão das resposabilidades da vida - inútil sejam, aliás - tome sua parte. Talvez a questão de nao ver um futuro (Isso não é algo novo, mas o fato de um caminho, ou sequer um fluxo, não se apresentar e eu estar perdido entre esse vão de absence faça essa quesão ser mais pontual do que nunca foi) se radique outra vez. Talvez o fato de pensar sobre "o que poderia ter sido" ou "as promessas eram outras" seja algo que eu não esteja conseguindo lidar, diante de toda o panorama que se apresenta... eu não sei, não sei mesmo.
É muita confusão e eu claramente me encontro confuso... por aqui.
São tantas pequenas coisas... e não é uma questão de estar sendo egoísta. É, vou repetir, um relance de não estar presente por aqui; de se sentir a parte do que está por vir (enquanto o que acontece não consegue me afetar, a não ser de uma forma bastante sutil, que faz com que eu tenha conciência da realidade, mas faz com que ela acabe não me tecendo em sua teia...)... de... talvez; Wander. Wandering around. E simplesmente não poder fazer isso, pois a cobrança do momento faz que eu tenha que me situar dentro desse cenário e jogar com as (inexistentes, em termos de satisfação, ao meu ver, claro) possibilidades, e criá-las se possível for.
Esse não é um bom sentimento e nem um bom sabor, gosto, o que quer que venha a ser...
Me sinto isolado até de mim mesmo, refutando meus pensamentos para que eu não tenha que entrar nessa roda inconsequente e venha a perder a inercia que eu tanto tenho tentado me impor ... a inércia de seguir um movimento fatidicamente falso, mas o qual é o único que eu sou capaz de engendrar nessa situação tão leniente...
O que me afeta, de forma clara, é que eu não sei se tenho culpa de tudo isso. Se isso é natural, ocasional ou casual.
Eu sinto que isso me engloba, me circunda... impede com que eu... reflita claramente - não venho a dizer 'avance' pois essa é uma palavra a qual acredito ser incoerente com a situação. Simplesmente não há avanço; estou parado num contínuo revés situacional.
Coisas que em outros tempos me eram queridas hoje em dia me trazem um puro sentimento de estagnação; não vejo saídas, caminhos, objetivos.
O máximo que eu consigo me focar são em específicas situações que perfazem o fluxo da minha vida; cotidianices que sustentam a vontade do meu ser de vivenciar parte da realidade - bichos, histórias, tastes. E acredito que isso é "that's all".
Não tenho muito mais com que continuar no momento, a não ser pensamentos aleatórios que não se encaixam, os quais não fazem vez de notá-los por aqui...
Pois bem, não é depressão, não estou deprimido.
Só me sinto desalocado.
De mim, do mundo.
De tudo.
Mas como eu creio que já proferi inúmeras vezes;
We have to carry on.
So, be it.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
As always.
Always this.
Always this.
O tempo, sempre ele.
E sua percepeção inconsistente.
A noção de que ele está parado (de vez em quando) mas que acaba se esvaindo sem que percebamos o que se passa, passou ou mesmo passará.
Isso é tão estranho.
O passado mais presente do que que nunca.
O presente tão ausente como sempre.
O futuro mais incerto do que de costume.
Nos resta o dissabor de não conseguir se prender e se encontrar (a) em nada.
A vontade de... não se sabe!
Continuar?
Recomeçãr?
Refazer?
Vai lá saber. Not really an easy task to know, to say, to define.
Mas, bem.
O que tenho a dizer é que talvez eu não saiba o que eu queira, ou o que eu queria, até mesmo o que eu deveria querer.
Não importa, ao certo.
Como de certa forma nunca importou.
Seguir (acho bem exata essa palavra!) para onde, para quê?
Talvez aproveitar aquilo que jamais poderá ser feito? (fazer aquilo que não se fez quando deveria ter sido feito? - apesar dos pesares, not a single regret, though. )
Talvez ir em direção àquilo que pode esperar? (fazer aquilo que se faria caso essa fosse a solução e o desejo? - apesar dos melhorias, not a single future advantage on it. )
Tentar o caminho incerto da (in)certeza?
Tatear a certeza do desconhecido?
Vamos ver.
Como tudo, só o tempo dirá, talvez, se for dizer alguma coisa...
Mas fazer: opções, essas, e outras tantas quais terão de ser feitas!
Oh, oh, oh.
Tempo por quê insiste em forçar essas condições? Por quê nos (me) clama tanta assim?
Acho que nessa (pequena) altura eu já realizei que não hei (ou saberei) lidar contigo.
So I'm sorry, for being such a fool.
I'm sorry for bowing to you.
Always this.
O tempo, sempre ele.
E sua percepeção inconsistente.
A noção de que ele está parado (de vez em quando) mas que acaba se esvaindo sem que percebamos o que se passa, passou ou mesmo passará.
Isso é tão estranho.
O passado mais presente do que que nunca.
O presente tão ausente como sempre.
O futuro mais incerto do que de costume.
Nos resta o dissabor de não conseguir se prender e se encontrar (a) em nada.
A vontade de... não se sabe!
Continuar?
Recomeçãr?
Refazer?
Vai lá saber. Not really an easy task to know, to say, to define.
Mas, bem.
O que tenho a dizer é que talvez eu não saiba o que eu queira, ou o que eu queria, até mesmo o que eu deveria querer.
Não importa, ao certo.
Como de certa forma nunca importou.
Seguir (acho bem exata essa palavra!) para onde, para quê?
Talvez aproveitar aquilo que jamais poderá ser feito? (fazer aquilo que não se fez quando deveria ter sido feito? - apesar dos pesares, not a single regret, though. )
Talvez ir em direção àquilo que pode esperar? (fazer aquilo que se faria caso essa fosse a solução e o desejo? - apesar dos melhorias, not a single future advantage on it. )
Tentar o caminho incerto da (in)certeza?
Tatear a certeza do desconhecido?
Vamos ver.
Como tudo, só o tempo dirá, talvez, se for dizer alguma coisa...
Mas fazer: opções, essas, e outras tantas quais terão de ser feitas!
Oh, oh, oh.
Tempo por quê insiste em forçar essas condições? Por quê nos (me) clama tanta assim?
Acho que nessa (pequena) altura eu já realizei que não hei (ou saberei) lidar contigo.
So I'm sorry, for being such a fool.
I'm sorry for bowing to you.
domingo, 14 de dezembro de 2014
So...
So, what?
So... What do you have to say?
So... What do you have to do?
So... What do you have to be?
So, so, so, so... so so-so!
To... stay. Here. I guess.
So... do you have somehting? To say? To play? To consider?
Not, so. I quite so think.
https://www.youtube.com/watch?v=zqNTltOGh5c
So!
Let's ... continue, no?
So... What do you have to say?
So... What do you have to do?
So... What do you have to be?
So, so, so, so... so so-so!
To... stay. Here. I guess.
So... do you have somehting? To say? To play? To consider?
Not, so. I quite so think.
https://www.youtube.com/watch?v=zqNTltOGh5c
So!
Let's ... continue, no?
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Vi e Vejo!
A Viagem.
Estranho, engraçado, complexo, complicado.
O que - e como - dizer dessa necessidade de estar por aí? De mudar? De desfrutar? Do flow, do feeling?
Viajar!
Que necessidade rara, que sentimento maluco!
Algo que grita por dentro, a vontade de (re)conhecer, o gosto de (re)viver!
Oras.
Não sei nem como expressar.
Só venho (a)notar...
Oh, real...
I've been so grounded for so much, and when something else appears it just goes by! It was my fierce necessity, my own and very world spinning up and turning down.
Hard.
Maybe the condition of life gives us this bland feeling of nonsensiness and what makes us connect to the changes are simply going by; and going by, around, going. That's it.
I'd rather flow, I'd rather follow (my instincts) than stay....
No staying. Not stopping!
To continue we must feel; we must flow; we must fight. And I need something like this!
I need to continue. I need to go. I need something new!
Oooooooh. Simply, can I come? When, oh, when?
E adicionando...
Prefiro não estar em um lugar qualquer - fazendo nada, como nada há de ser - mas estar no mesmo lugar ou outra vez nesse outro mesmo lugar de sempre (re)vivendo da melhor forma possível; e sim, sei que ainda hei de descobrir o que é isso, o que significa essa necessidade incessante de não parar no mesmo lugar, de seguir algo que não sei o que é... e apontar, de não parar, de pular.
Sim, talvez, acho, tenham outras oportunidades; mas isso não sou eu. Eu quero - e preciso - de hoje, de agora!
Não há espera; não há por que esperar! Oh, oh, oh!
Come on........
Go!!!
Estranho, engraçado, complexo, complicado.
O que - e como - dizer dessa necessidade de estar por aí? De mudar? De desfrutar? Do flow, do feeling?
Viajar!
Que necessidade rara, que sentimento maluco!
Algo que grita por dentro, a vontade de (re)conhecer, o gosto de (re)viver!
Oras.
Não sei nem como expressar.
Só venho (a)notar...
Oh, real...
I've been so grounded for so much, and when something else appears it just goes by! It was my fierce necessity, my own and very world spinning up and turning down.
Hard.
Maybe the condition of life gives us this bland feeling of nonsensiness and what makes us connect to the changes are simply going by; and going by, around, going. That's it.
I'd rather flow, I'd rather follow (my instincts) than stay....
No staying. Not stopping!
To continue we must feel; we must flow; we must fight. And I need something like this!
I need to continue. I need to go. I need something new!
Oooooooh. Simply, can I come? When, oh, when?
E adicionando...
Prefiro não estar em um lugar qualquer - fazendo nada, como nada há de ser - mas estar no mesmo lugar ou outra vez nesse outro mesmo lugar de sempre (re)vivendo da melhor forma possível; e sim, sei que ainda hei de descobrir o que é isso, o que significa essa necessidade incessante de não parar no mesmo lugar, de seguir algo que não sei o que é... e apontar, de não parar, de pular.
Sim, talvez, acho, tenham outras oportunidades; mas isso não sou eu. Eu quero - e preciso - de hoje, de agora!
Não há espera; não há por que esperar! Oh, oh, oh!
Come on........
Go!!!
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Futu-real?
Estamos sim, aptos, a continuar.
Porém... o que será que vai ser? O que há de ser, em realidade, o amanhã (se é que ele de fato vai existir, ou simplesmente se configurar como outro, seja aonde for...)?
Não é tão simples responder, sequer pensar sobre isso sendo (ou talvez estando nas condições do) eu.
Tudo. Aberto. Nada. Norteado.
É como se o horizonte estivesse a vista, mas que ele se faz curto demais, ou simplesmente a vista revela muito aquém do que pode ser (vivenciado).
Estamos, sim, por aí, como sempre... duvido que qualquer coisa tenha mudado quanto a isso. Seja qual sentimento for, seja qual situação for... tamanha mudança jamais ocorreu, insisto em dizer.
E não há previsões; não há saídas; apesar das inúmeras (porém infrutíferas) opções. É o que parece; insisto, é o que sempre (a)pareceu.
Mas, vamos, vamos, vamos lá.
Não tenho muito (talvez nada) a dizer.
É só uma constatação branda do óbvio que reina no mundo e reflete a dinâmica essencial dessa ocasião ignóbil.
Talvez não seja nada; talvez seja tudo.
Pode ser que não importe, ou, quem sabe, é tudo do que preciso.
Vai saber...
Só acredito que, como sempre, nada mudará, apesar das condições em um determinado momento serem outras, influirem em outros sentidos e até mesmo sensações.
Não sei se quero; não sei se devo. Ou seria: não sei o que quero; não sei o que devo?
Tudo que eu posso afimar é que o inevitável passará (o tempo!!! Oh! Não, tempo...) e o tão 'esperado' hoje será o nada de amanhã.
O ciclo infindável da não definição;
A continuação insensata e desmotivada.
A constatação do evidente uma outra vez.
O futuro, de sempre....
Porém... o que será que vai ser? O que há de ser, em realidade, o amanhã (se é que ele de fato vai existir, ou simplesmente se configurar como outro, seja aonde for...)?
Não é tão simples responder, sequer pensar sobre isso sendo (ou talvez estando nas condições do) eu.
Tudo. Aberto. Nada. Norteado.
É como se o horizonte estivesse a vista, mas que ele se faz curto demais, ou simplesmente a vista revela muito aquém do que pode ser (vivenciado).
Estamos, sim, por aí, como sempre... duvido que qualquer coisa tenha mudado quanto a isso. Seja qual sentimento for, seja qual situação for... tamanha mudança jamais ocorreu, insisto em dizer.
E não há previsões; não há saídas; apesar das inúmeras (porém infrutíferas) opções. É o que parece; insisto, é o que sempre (a)pareceu.
Mas, vamos, vamos, vamos lá.
Não tenho muito (talvez nada) a dizer.
É só uma constatação branda do óbvio que reina no mundo e reflete a dinâmica essencial dessa ocasião ignóbil.
Talvez não seja nada; talvez seja tudo.
Pode ser que não importe, ou, quem sabe, é tudo do que preciso.
Vai saber...
Só acredito que, como sempre, nada mudará, apesar das condições em um determinado momento serem outras, influirem em outros sentidos e até mesmo sensações.
Não sei se quero; não sei se devo. Ou seria: não sei o que quero; não sei o que devo?
Tudo que eu posso afimar é que o inevitável passará (o tempo!!! Oh! Não, tempo...) e o tão 'esperado' hoje será o nada de amanhã.
O ciclo infindável da não definição;
A continuação insensata e desmotivada.
A constatação do evidente uma outra vez.
O futuro, de sempre....
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