A cura.
Para nós.
É, ser.
O que podemos.
O que encontramos.
O que... aceitamos.
As vezes tudo que precisamos é de poder estar presente - entre, no cerne, vivenciar.
Tantas dúvidas podem se bastar em um movimento tão simples quanto... estar.
Mas não é sempre que estamos presentes.
Há momentos em que nos encontramos mais afastados do agora e dos outros. Afastados do que nos concentra, do que nos comenta, do que nos corrói. E são essas questões que muitas vezes não são nem presentes, e nem muito menos nossas, e que estão prevalescentes.
Nessas situações questionamos, conversamos, confabulamos com o que o fluxo dos pensamentos nos leva. E... é completamente possível de se perceber que essas são questões nada únicas - em realidade parecem que foram obturadas em outros tempos, e que persistem... por todos esses momentos e nos atinge, agora.
Talvez esse seja um movimento daqueles que estão não presentes na atualidade - que se percebem à parte das questões normais da sociedade - afinal, o que é normal, senão algo ou alguém que segue a normalidade imposta por uma época em qual perdura tudo que... não deveria ser considerado como, justo, normal? - a raiva, a ingratidão, o ego acima de tudo, o desequilibrio, sobretudo.
Esse preâbulo não dói mais.
É algo até natural.
Talvez por uma perene condição de sensatez que foi adquirida com o tempo, e que justifica que não adianta se opor a esses casos...
Eles acontecem, e o que... de fato, podemos fazer?
Talvez, um dia, existisse algum impeto de modificar essa realidade imposta. Por vezes, impostora...
Mas a idade passa, o tempo vai e a sanidade passa a conversar mais contigo.
E seu ser...
Simplesmente deseja vicenciar um plano no qual se é possível alcançar um panorama agradável, justificável e que possa ser compartilhável.
Desejamos satisfação - e mesmo que o poder, o reconhecimento e o dinheiro não nos sejam capazes de nos fornecer isso, buscamos de alguma forma relevar, providenciar, aproveitar a nossa vivência nesses tempos.
São tantas questões que se prolongam diante do ser e que vão até o próprio universo...
Se promulga considerações como a de que somos um sopro, afinal; mas esse sopro é o que nos basta, e o que nos importa, é o que nos importuna...
Não há como considerar o todo sem nos ver e nos há-ver a nós mesmos.
O micro é o nosso macro; e de nada adianta considerar o que está além se não estamos aqui, breves e compenetrados no aquém. No si.
Uma tola ode de que considerar que sem a própria satisfação não podemos avançar - nem mesmo providenciar - tal sentimento aos outros.
Uma simples consideração de que o amanhã se faz hoje.
E de que o hoje é tudo o que precisamos para viver - o passado, tal momento e o amanhã.
Somos o que estamos.
Estamos aqui porque somos.
Seremos, justamente, o que vai estar.
Estaremos por quê pretendemos (o) ser.
E por quê não...
Sermos nossa própria base, nosso próprio ser, nossa própria cura?
Há. (de) Afinal.
A providência(r) - estar.
sexta-feira, 5 de abril de 2019
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Ida-de
Há vezes em que não sinto ter a idade que tenho.
Por momentos me pareço que sou um adolescente. Seja pelo meu ânimo e impeto momentâneos ou pelo o que algumas situações são capazes de fazer com a minha mente - meus pensamentos, nem que sejam por instante.
Tenho pra mim que isso de vez em quando é bom, por pura e simplesmente mostrar que eu ainda tenho sangue, que ainda vivo.
Mas toda essa perspectiva me faz tão... tolo.
Como um adolescente o é.
Como se... aquele instante fosse infinito e que não houvesse nada além dele.
E isso penetra em meu âmago e cria as mais estranhas sensações... que... desequilibram o meu ser.
Me jogam de volta contra uma ansiedade e uma expectativa as quais eu já não gostaria de lidar muito mais - que fazem parte de outros eus, que já me tomaram por demais.
E isso... é algo... que...eu, prefiro evitar.
Me dói de uma maneira estranha. Me preenche de uma forma contumaz. Me faz tão... vivo (e isso nem sempre é uma boa coisa...).
E prefiro, por hora, ultrapassar tudo isso.
Se eu puder ser somente um ser são e satisfeito consigo - [e não um personagem para mim mesmo] - já (me) basta.
Não almejo muito. Não desejo muito.
Somente tento (ir sobre-)viver.
Por momentos me pareço que sou um adolescente. Seja pelo meu ânimo e impeto momentâneos ou pelo o que algumas situações são capazes de fazer com a minha mente - meus pensamentos, nem que sejam por instante.
Tenho pra mim que isso de vez em quando é bom, por pura e simplesmente mostrar que eu ainda tenho sangue, que ainda vivo.
Mas toda essa perspectiva me faz tão... tolo.
Como um adolescente o é.
Como se... aquele instante fosse infinito e que não houvesse nada além dele.
E isso penetra em meu âmago e cria as mais estranhas sensações... que... desequilibram o meu ser.
Me jogam de volta contra uma ansiedade e uma expectativa as quais eu já não gostaria de lidar muito mais - que fazem parte de outros eus, que já me tomaram por demais.
E isso... é algo... que...eu, prefiro evitar.
Me dói de uma maneira estranha. Me preenche de uma forma contumaz. Me faz tão... vivo (e isso nem sempre é uma boa coisa...).
E prefiro, por hora, ultrapassar tudo isso.
Se eu puder ser somente um ser são e satisfeito consigo - [e não um personagem para mim mesmo] - já (me) basta.
Não almejo muito. Não desejo muito.
Somente tento (ir sobre-)viver.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Athwart
How many more thoughts, tears, tries we will need to have to find anything that may correspond to what we think we are looking for?
Probably as many as necessary - If this is a word that could be used in this kind of occasion.
But, It doesn't really matter.
Everyone has felt that once - and before - or at least, will.
You feel tired.
Sick of looking for things that might "match" your inner feelings and desires.
You dwell around, wander about... and? Yeah.
Nothing. And often, nothing at all.
You have a clear idea that people won't be the ones who will fulfil this little bar - no one who is feeling incomplete, insecure, unstable might find all these "qualities" in someone else for him to simply absorb. We don't need to have full-wisdom on to go after somebody else, if we have this necessity at moment. But I do recommend, that you make the most out of your moments with whoever it is - life should be lead by the easiness, the flow... we don't want to force it. We want to feel it.
Neither work or having a profession that may look like something acceptable in the social inertia will complete you. It might help, obviously (this is pretty much what I have been fighting with...). But we all have seen people that are on the top of the world, but in reality, they are just on the edge of falling. So, sometimes, work is just what it is - work! Don't overpress yourself about it. It might be just a way to have, your way.
Even though we, sometimes, figure this idea out, we still suffer. And we will keep on suffering and struggling to find our way through. Until...?
I don't have an answer for it right now. But I'll keep on searching for.
I have a clue though - and sometimes it turns into a belief - that life is pretty much an ever going search (una permanente búsqueda). And we will keep on spinning through it.
It is a non-stop movement.
But do you know something?
What restrain you from having satisfaction in this process? Being sincere, real and feeling present in your own momentary self?
The search is real. The pain is real. The weariness is real.
But you still are. Real. Too.
Make it count, and make it real. At least, your real way.
We don't want to let things pass by - to let life send us out of ourselves.
We need to be. Something. Don't ever let nothingness overcome you.
And still...
We suffer.
We find ourselves less than we were...
Still... we stand still.
What is the most effective form of keeping ourselves?
Memories? Preserving our inner thoughts and feelings? Trying to... overcome them?
And when you feel like part of you was kept in a situation that you lived? By a relation that you left everything you had at the moment?
Is there no more of that on you? Or it is just something you blocked in an unconscious fear of having the same tumultuous experience? We all have our preservation instinct - It works with all of us. And we have to be aware of it, to don't let it dominate.
Keep in mind that those who turn up to be something they are not... might have already fallen. They are no more.
But, you, that are still looking for the ever changing you, are feeling... Despair? Unfinished? Apart?
Pay respect to yourself. Let yourself go. Come back tomorrow.
Time doesn't always heal. But It does make you comprehend and adapt.
And the change through adaptation is a maxim.
We are our only saviours - but we might find help. Don't ever be restricted and closed to those who do want to help you out. Just don't ever expect them from getting out of their lives to live yours.
As the Buddha said, every being in this existence doesn't want to suffer.
And you won't ever have someone for much time that wants to suffer for and with you.
Everyone wants to share their suffering, their struggles, but we all want to overcome them - to understand them - realise them - and progress.
Everyone wants to live - and a companion, friend or whatever you find acquaintanable - will lead or progress with you through this phase. What we have to be sure of is - to believe. Not a single being can feel distrust and paranoia with those who are there, to really help.
It is odd. But also real. We do need company - we are social beings after all.
I've read that happiness is only real when shared - and this also seems like an untold maxim in this context.
We have all been through much. And much more we will.
This is just a kind remembrance for those who need some reflection and light in those moments.
Like, now.
Merci.
À tout.
Probably as many as necessary - If this is a word that could be used in this kind of occasion.
But, It doesn't really matter.
Everyone has felt that once - and before - or at least, will.
You feel tired.
Sick of looking for things that might "match" your inner feelings and desires.
You dwell around, wander about... and? Yeah.
Nothing. And often, nothing at all.
You have a clear idea that people won't be the ones who will fulfil this little bar - no one who is feeling incomplete, insecure, unstable might find all these "qualities" in someone else for him to simply absorb. We don't need to have full-wisdom on to go after somebody else, if we have this necessity at moment. But I do recommend, that you make the most out of your moments with whoever it is - life should be lead by the easiness, the flow... we don't want to force it. We want to feel it.
Neither work or having a profession that may look like something acceptable in the social inertia will complete you. It might help, obviously (this is pretty much what I have been fighting with...). But we all have seen people that are on the top of the world, but in reality, they are just on the edge of falling. So, sometimes, work is just what it is - work! Don't overpress yourself about it. It might be just a way to have, your way.
Even though we, sometimes, figure this idea out, we still suffer. And we will keep on suffering and struggling to find our way through. Until...?
I don't have an answer for it right now. But I'll keep on searching for.
I have a clue though - and sometimes it turns into a belief - that life is pretty much an ever going search (una permanente búsqueda). And we will keep on spinning through it.
It is a non-stop movement.
But do you know something?
What restrain you from having satisfaction in this process? Being sincere, real and feeling present in your own momentary self?
The search is real. The pain is real. The weariness is real.
But you still are. Real. Too.
Make it count, and make it real. At least, your real way.
We don't want to let things pass by - to let life send us out of ourselves.
We need to be. Something. Don't ever let nothingness overcome you.
And still...
We suffer.
We find ourselves less than we were...
Still... we stand still.
What is the most effective form of keeping ourselves?
Memories? Preserving our inner thoughts and feelings? Trying to... overcome them?
And when you feel like part of you was kept in a situation that you lived? By a relation that you left everything you had at the moment?
Is there no more of that on you? Or it is just something you blocked in an unconscious fear of having the same tumultuous experience? We all have our preservation instinct - It works with all of us. And we have to be aware of it, to don't let it dominate.
Keep in mind that those who turn up to be something they are not... might have already fallen. They are no more.
But, you, that are still looking for the ever changing you, are feeling... Despair? Unfinished? Apart?
Pay respect to yourself. Let yourself go. Come back tomorrow.
Time doesn't always heal. But It does make you comprehend and adapt.
And the change through adaptation is a maxim.
We are our only saviours - but we might find help. Don't ever be restricted and closed to those who do want to help you out. Just don't ever expect them from getting out of their lives to live yours.
As the Buddha said, every being in this existence doesn't want to suffer.
And you won't ever have someone for much time that wants to suffer for and with you.
Everyone wants to share their suffering, their struggles, but we all want to overcome them - to understand them - realise them - and progress.
Everyone wants to live - and a companion, friend or whatever you find acquaintanable - will lead or progress with you through this phase. What we have to be sure of is - to believe. Not a single being can feel distrust and paranoia with those who are there, to really help.
It is odd. But also real. We do need company - we are social beings after all.
I've read that happiness is only real when shared - and this also seems like an untold maxim in this context.
We have all been through much. And much more we will.
This is just a kind remembrance for those who need some reflection and light in those moments.
Like, now.
Merci.
À tout.
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Recomeçar
Dentre os pequenos ensejos da vida, um dos que mais me clama ultimamente é a necessidade púngida de recomeçar.
Mas, como sempre, nada é tão fácil quanto parece.
E o que mais me desconcerta é reconsiderar uma pequena lista de coisas para, de fato, avançar nessa batalha que é o Recomeço.
Não me cabe descrever o que eu vivi, ou que eu tenho vivido, ou ainda mais o que eu espero viver.
Só vou notar algumas considerações que eu julgo completamente pertinentes, para alguém que tenha alguma pretensão de tentar ser bem sucedido nesse processo.
---
De antemão, para recomeçar, é necessário se esquecer.
O que talvez seja a tarefa mais árdua a se fazer - seja por apego, amor próprio ou pura e simplesmente o ego e a inércia do ser.
As cobranças que se originam (e originaram) de algo ou alguém que um dia se foi, devem ser deixadas de lado. Elas devem ser deslocadas desse viés do tempo.
Bem como.... as lembranças desse algo ou alguém. Que não se é.
O orgulho. Do que se foi; E não se pôde mais ser.
As expectativas. As quais se tinha; E não se pôde obter.
O impeto. Que permeava o ser; E que não se propaga mais da mesma maneira.
As verdades. Que se configuravam; E que não mais (a)parecem no cerne do ser.
As vontades. Que o fazia avançar; E que se extinguiram nos desencontros da vida.
O si às vezes está tão impresente que se encontrar é uma tarefa não só árdua, como também pode ser simplesmente um ato em vão.
De tão perdido, quebrado, deslocado... ele pode nem existir mais. Ele não é e nem será aquilo que se espera.
Pode-se estar apenas buscando uma sombra que se desloca para outros planos, uma vez que se acredita que atingiu a si mesmo.
E isso se torna uma busca insatisfatória, um caminho que sempre leva ao mesmo lugar.
...
Você está tão afastado da sua própria realidade que os passos do passado simplesmente se erguem como ilusões as quais você tenta se orientar... mas elas já estão tão indefinidas que, talvez, você se perca ainda mais achando que se encontrou naquilo que um dia já se foi.
Daí, então, a jsutificativa para um Recomeço.
Mas para recomeçar é necessário, primeiramente, se suprimir.
Se esconder de si mesmo. Se perder. Até ao ponto de que você não consiga mais se encontrar.
Reestabelecer uma fundação para si sem que ela esteja baseada no que você acredita que um dia foi.
Mesmo que a nulidade seja humanamente impossível, a reconfiguração dos pensamentos, das promessas e das atitudes podem - com algum esforço - se estabelcer.
Mesmo que o cansaço de se buscar sempre algo e até mesmo alguém esteja presente no âmago do ser... há sempre uma nova oportunidade no dia que transcorre a nossa frente.
E é necessário sempre se recordar. Disso.
Para não se sucumbir nesse caminho...
---
Agora, será possível, Recomeçar estando no mesmo lugar?
E vivendo uma... "mesma" vida?
De que maneira?
A verdade é que mudar de lugar, para um 'novo momento' do qual não se tem ideia para que seja, não necessariamente vai surtir algum efeito em si.
Esses mesmos questionamentos podem surgir e se permear... da mesma maneira, que sempre o foram.
---
Recomeçar, afinal, não é um avanço.
Não é uma vantagem.
Não é nem mesmo uma vontade.
Simplesmente, existem momentos em que se torna necessário.
---
E a pergunta que devemos responder com nossos pensamentos, anseios e ações é:
Será mesmo possível proceder?
E... Recomeçar...?
Mas, como sempre, nada é tão fácil quanto parece.
E o que mais me desconcerta é reconsiderar uma pequena lista de coisas para, de fato, avançar nessa batalha que é o Recomeço.
Não me cabe descrever o que eu vivi, ou que eu tenho vivido, ou ainda mais o que eu espero viver.
Só vou notar algumas considerações que eu julgo completamente pertinentes, para alguém que tenha alguma pretensão de tentar ser bem sucedido nesse processo.
---
De antemão, para recomeçar, é necessário se esquecer.
O que talvez seja a tarefa mais árdua a se fazer - seja por apego, amor próprio ou pura e simplesmente o ego e a inércia do ser.
As cobranças que se originam (e originaram) de algo ou alguém que um dia se foi, devem ser deixadas de lado. Elas devem ser deslocadas desse viés do tempo.
Bem como.... as lembranças desse algo ou alguém. Que não se é.
O orgulho. Do que se foi; E não se pôde mais ser.
As expectativas. As quais se tinha; E não se pôde obter.
O impeto. Que permeava o ser; E que não se propaga mais da mesma maneira.
As verdades. Que se configuravam; E que não mais (a)parecem no cerne do ser.
As vontades. Que o fazia avançar; E que se extinguiram nos desencontros da vida.
O si às vezes está tão impresente que se encontrar é uma tarefa não só árdua, como também pode ser simplesmente um ato em vão.
De tão perdido, quebrado, deslocado... ele pode nem existir mais. Ele não é e nem será aquilo que se espera.
Pode-se estar apenas buscando uma sombra que se desloca para outros planos, uma vez que se acredita que atingiu a si mesmo.
E isso se torna uma busca insatisfatória, um caminho que sempre leva ao mesmo lugar.
...
Você está tão afastado da sua própria realidade que os passos do passado simplesmente se erguem como ilusões as quais você tenta se orientar... mas elas já estão tão indefinidas que, talvez, você se perca ainda mais achando que se encontrou naquilo que um dia já se foi.
Daí, então, a jsutificativa para um Recomeço.
Mas para recomeçar é necessário, primeiramente, se suprimir.
Se esconder de si mesmo. Se perder. Até ao ponto de que você não consiga mais se encontrar.
Reestabelecer uma fundação para si sem que ela esteja baseada no que você acredita que um dia foi.
Mesmo que a nulidade seja humanamente impossível, a reconfiguração dos pensamentos, das promessas e das atitudes podem - com algum esforço - se estabelcer.
Mesmo que o cansaço de se buscar sempre algo e até mesmo alguém esteja presente no âmago do ser... há sempre uma nova oportunidade no dia que transcorre a nossa frente.
E é necessário sempre se recordar. Disso.
Para não se sucumbir nesse caminho...
---
Agora, será possível, Recomeçar estando no mesmo lugar?
E vivendo uma... "mesma" vida?
De que maneira?
A verdade é que mudar de lugar, para um 'novo momento' do qual não se tem ideia para que seja, não necessariamente vai surtir algum efeito em si.
Esses mesmos questionamentos podem surgir e se permear... da mesma maneira, que sempre o foram.
---
Recomeçar, afinal, não é um avanço.
Não é uma vantagem.
Não é nem mesmo uma vontade.
Simplesmente, existem momentos em que se torna necessário.
---
E a pergunta que devemos responder com nossos pensamentos, anseios e ações é:
Será mesmo possível proceder?
E... Recomeçar...?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Hoje
Eu me quebrei tanto no ano que se passou, que preciso olhar para mim mesmo e entender o que eu fui - o que sou.
Por vezes, não me reconheço.
Por vezes, me invejo (aquele que foi).
Por vezes, não sei mais como proceder.
Diante de tudo que um dia fiz, que um dia fui, que um dia pareci, me vejo diante de um momento em que realmente não me figuro, nem me configuro como nada.
Pareço alheio, me pareço estranho (a mim mesmo).
Porém, é engraçado.
Vivo aqui, e não mais nesses passados.
Preciso me re-conhecer para me resignificar e me repor.
Para seguir em frente, seja por onde essa frente for.
Um pouco de resignação, talvez.
Para poder me restabelecer e continuar.
Por lá...
Por vezes, não me reconheço.
Por vezes, me invejo (aquele que foi).
Por vezes, não sei mais como proceder.
Diante de tudo que um dia fiz, que um dia fui, que um dia pareci, me vejo diante de um momento em que realmente não me figuro, nem me configuro como nada.
Pareço alheio, me pareço estranho (a mim mesmo).
Porém, é engraçado.
Vivo aqui, e não mais nesses passados.
Preciso me re-conhecer para me resignificar e me repor.
Para seguir em frente, seja por onde essa frente for.
Um pouco de resignação, talvez.
Para poder me restabelecer e continuar.
Por lá...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
10
Fazem dez anos.
(...eu não os vi passar!...)
Que tento colocar para fora aquilo que não é me é cabível. Que não é digerível. Que muitas vezes não é nem desejável.
Mas fazem esses dez...
De um ser que já se encontrava tão perdido quanto hoje, e que (ainda) tenta se expor de maneira a se encontrar. Ou ao menos... de se partilhar, de modo que a si mesmo - e por pequenas partes - seja capaz de entender.
Um pequeno "diário" o qual sempre acontece; surge; entremeia - nada de planos, nem planejamentos; um pequeno reflexo de minha vida.
Nunca, em momento algum, fui capaz de traçar um futuro nessas linhas.
Mas muitas vezes abordei o passado - que, hoje, já é tão passado, que, as vezes, e ao ler, parece atemporal.
E... me é tão caro. Tão... querido.
Uma linha, uma pequena história, um bocado de reflexões e uma gama de desesperos, inseguranças e insatisfações.
De um único ser, que já (ou talvez, desde sempre!) não sabe quem é.
Mas esse é um pequeno milestone daquilo que se passou, que aconteceu, que muitas vezes se revelou.
Uma ruptura de um jovem para um... perdido.
De alguém que nunca tinha tido tanto para dizer, para alguém que muitas vezes não tinha ninguém para dizer tanto.
De alguém que tentou falar, experienciar, compartilhar com aquilo e aqueles que se passaram... e hoje, possui dúvidas do que realmente deveria (ter sido) ser feito.
Muitas vidas vividas.
E... bem, parece muitas outras ainda podem esperar...
Mas se não aparecerem, tudo bem! Fico tranquilo com o que se passou até hoje...
O que realmente me estarrece - como sempre - é algum futuro; que após tantos anos e tentativas, jamais insistiu em brilhar ou... se sujeitar.
Mas, é isso.
E assim acontece.
Pelo menos nesse segundo me sinto satisfeito com o que fiz.
Como me encontro mirando ao horizonte.
Com a completa complexidade que é a vida - e o viver.
Simples, simplesmente... seja.
E que seja (o que for).
Que venham outros dez.
Ou que não ocorra mais nenhum.
Eu abraço todos esses anos.
Estou esperando.
Aqui.
(...eu não os vi passar!...)
Que tento colocar para fora aquilo que não é me é cabível. Que não é digerível. Que muitas vezes não é nem desejável.
Mas fazem esses dez...
De um ser que já se encontrava tão perdido quanto hoje, e que (ainda) tenta se expor de maneira a se encontrar. Ou ao menos... de se partilhar, de modo que a si mesmo - e por pequenas partes - seja capaz de entender.
Um pequeno "diário" o qual sempre acontece; surge; entremeia - nada de planos, nem planejamentos; um pequeno reflexo de minha vida.
Nunca, em momento algum, fui capaz de traçar um futuro nessas linhas.
Mas muitas vezes abordei o passado - que, hoje, já é tão passado, que, as vezes, e ao ler, parece atemporal.
E... me é tão caro. Tão... querido.
Uma linha, uma pequena história, um bocado de reflexões e uma gama de desesperos, inseguranças e insatisfações.
De um único ser, que já (ou talvez, desde sempre!) não sabe quem é.
Mas esse é um pequeno milestone daquilo que se passou, que aconteceu, que muitas vezes se revelou.
Uma ruptura de um jovem para um... perdido.
De alguém que nunca tinha tido tanto para dizer, para alguém que muitas vezes não tinha ninguém para dizer tanto.
De alguém que tentou falar, experienciar, compartilhar com aquilo e aqueles que se passaram... e hoje, possui dúvidas do que realmente deveria (ter sido) ser feito.
Muitas vidas vividas.
E... bem, parece muitas outras ainda podem esperar...
Mas se não aparecerem, tudo bem! Fico tranquilo com o que se passou até hoje...
O que realmente me estarrece - como sempre - é algum futuro; que após tantos anos e tentativas, jamais insistiu em brilhar ou... se sujeitar.
Mas, é isso.
E assim acontece.
Pelo menos nesse segundo me sinto satisfeito com o que fiz.
Como me encontro mirando ao horizonte.
Com a completa complexidade que é a vida - e o viver.
Simples, simplesmente... seja.
E que seja (o que for).
Que venham outros dez.
Ou que não ocorra mais nenhum.
Eu abraço todos esses anos.
Estou esperando.
Aqui.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
Momentâneo
Cada um se encontra em um momento.
Isso é um fato.
Mesmo que juntos estejam, muitas vezes o passo dos dias não transcorrem da mesma maneira...
Às vezes o que nos resta é o desencontro. Entre dois.
Mas, se desencontrar de si mesmo é uma tarefa complicada de se repor - e recompor.
Estar perdido por aí, as vezes significa que você não possui um momento - ou que ele já passou, ou que ainda, um dia vai chegar.
Olhar para os lados e nada ver, as vezes não é simplesmente uma questão de escolha, mas uma terrível descompreensão do que está acontecendo e o que pode acontecer.
Os despassos e os desapreços se entremeiam, se entreabrem, se desaparecem.
As pessoas - e as vezes até o próprio ser - se desconhecem.
Tudo momentâneamente...
Cada passo, um passado.
Cada movimento, um momento.
E eles passam, se apressam...
O que se permite - entre e por medida - são breves conexões, que muitas vezes se tenta prolongar, prorrogar, aproveitar.
Mas assim é, e assim o é.
Talvez a solução para quem busca se presenciar seja criar espaços em seu tempo para permitir que a pessoalidade prevaleça - de alguma forma, de alguma maneira. E isso às vezes é tão... dual. Tão binário. Tão... compartilhado.
Não te basta, não o basta. Mas bastarão ambos.
E... esse encontro que se perfaz em 'outros momentos' de mesmos seres que um dia já estiveram presentes, pode soar cômico ou engraçado para um, enquanto o outro... pode desatinar em um desacabo que o permite ver que 'esse momento' talvez, nada seja - ainda mais ao comparar com o que um dia 'o momento' o foi!
Mesmas verdades, mesmas realidades - mas tão diferentemente apercebidas, vivenciadas...
Talvez uma pequena conexão - que até, por vezes, pode fagulhar a ser algo da mesma - mas que transmite sentimentos, sensações, pensamentos que fazem desse momento ao mesmo tempo algo tão "cheio" ou tão "vazio"...
Duas almas, dois seres, dois universos.
E você tão heterônimo quanto pode ser... em sua própria partida.
Vendo os seus vários "eus" desvaiecer por entre suas memórias - só restando um "nada" e até mesmo um "ninguém", personne, comme on peut dire.
Será que desses encontros, outros momentos sortirão?
Será que...
Esse é... um instante...
Que é de fato, o que um dia...
Outros instantes, os foram?
Pois...
Se você ainda consegue existir, persistir...
Talvez, valha, por, este momento, viver!
Isso é um fato.
Mesmo que juntos estejam, muitas vezes o passo dos dias não transcorrem da mesma maneira...
Às vezes o que nos resta é o desencontro. Entre dois.
Mas, se desencontrar de si mesmo é uma tarefa complicada de se repor - e recompor.
Estar perdido por aí, as vezes significa que você não possui um momento - ou que ele já passou, ou que ainda, um dia vai chegar.
Olhar para os lados e nada ver, as vezes não é simplesmente uma questão de escolha, mas uma terrível descompreensão do que está acontecendo e o que pode acontecer.
Os despassos e os desapreços se entremeiam, se entreabrem, se desaparecem.
As pessoas - e as vezes até o próprio ser - se desconhecem.
Tudo momentâneamente...
Cada passo, um passado.
Cada movimento, um momento.
E eles passam, se apressam...
O que se permite - entre e por medida - são breves conexões, que muitas vezes se tenta prolongar, prorrogar, aproveitar.
Mas assim é, e assim o é.
Talvez a solução para quem busca se presenciar seja criar espaços em seu tempo para permitir que a pessoalidade prevaleça - de alguma forma, de alguma maneira. E isso às vezes é tão... dual. Tão binário. Tão... compartilhado.
Não te basta, não o basta. Mas bastarão ambos.
E... esse encontro que se perfaz em 'outros momentos' de mesmos seres que um dia já estiveram presentes, pode soar cômico ou engraçado para um, enquanto o outro... pode desatinar em um desacabo que o permite ver que 'esse momento' talvez, nada seja - ainda mais ao comparar com o que um dia 'o momento' o foi!
Mesmas verdades, mesmas realidades - mas tão diferentemente apercebidas, vivenciadas...
Talvez uma pequena conexão - que até, por vezes, pode fagulhar a ser algo da mesma - mas que transmite sentimentos, sensações, pensamentos que fazem desse momento ao mesmo tempo algo tão "cheio" ou tão "vazio"...
Duas almas, dois seres, dois universos.
E você tão heterônimo quanto pode ser... em sua própria partida.
Vendo os seus vários "eus" desvaiecer por entre suas memórias - só restando um "nada" e até mesmo um "ninguém", personne, comme on peut dire.
Será que desses encontros, outros momentos sortirão?
Será que...
Esse é... um instante...
Que é de fato, o que um dia...
Outros instantes, os foram?
Pois...
Se você ainda consegue existir, persistir...
Talvez, valha, por, este momento, viver!
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