quarta-feira, 29 de abril de 2009

Até onde vai ...

Encontros, desencontros ...
Tudo isso para tentar se encontrar.


Desencontros gerando encontros ;
Já que encontrar alguém implica em desencontrar um outro ;

Dessa forma o tempo as vezes traça caminhos por desencontros, ou até mesmo nos ilude com encontros, perdendo o foco no real.


Aliás, qual é o foco?
O que é o real?


São perguntas básicas que eu vivo me fazendo, atônito, sem saber onde chegar ...


Talvez meu único problema é ter problema algum.
Ou melhor, não problematizar.
Não achar uma meta, para se chegar a uma solução ... conclusão dissipada, pra lá de etérea.


- E é olhando em volta que percebo tudo isso. Não falarei dos outros, felizes o são, apesar de todos os problemas - que ao fim de tudo, há de se ter uma solução!




Todo esse minúsculo universo, de quando em vez, me soa como um infinito fim, que ingenuamente se esqueceu de iniciar.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

One ...

This is where I would like to live.

In this Vanilla Sky, full of possibilities and dreams.



Oh, Oh!


Tolice seria acreditar, talvez, nisso.

Mas como ser tolo de vez em quando faz bem para se enxergar mais longe - seja pra dentro ou pra fora - vou me permitir.

Um mundo de pensamentos.

Líquido, flutuante, mesclado ...
( É o que muitos buscam dos mais variados - e a maioria - tolos jeitos ... )


Não sei qual tipo de filosofia seria essa.

Se platônica - mundo das idéias - ou budista - 'mundo ideal' que claro, depende de um você ideal.
É engraçado.
Engrçado pois não as leio, nem muito menos as ouço.


É como se fosse ... um pensamento coletivo, uma instância de alguns que buscam outro caminho e sempre acabam esbarrando em algo estritamente parecido.

Seria isso a prova de uma finitude?

Eu não sei, e nem quero abarcar tantos conceitos e idéias das mais exageradas que me passam agora ...



O fato é que eu simplesmente chego as vezes a conclusão de que nada é único. Que nossos pensamentos não são tão originais quanto parecem, pois alguém já os teve, e mesmo que de outro maneira, acabou 'dizendo a mesma coisa'.

Um grande incentivo pra não pensar, para parar no tempo. Não?



Não! Jamais concorde com isso ...


Talvez existam estágios - que você percebe quando alguém mais novo do que você atinge um ponto importante e se sente exatamente como você se sentiu na época, e o melhor, acha que é o único - daí o sentimento de incompreensão, do qual compartilho muitas vezes - !


Tudo é de certa forma uma evolução constante - que infelizmente tem um fim, para mim, pois 'ateu' sou e nem por isso desisto - e parece que os outros se recusam a nos ajudar!

- Bem, há etapas que uns passarão e que outros jamais passaram, é fato.

Esconder, proteger, fingir ... seja como for, o sentimento parece esse ... sentimo-nos despreparados, desprovidos ...

Quanto a isso:

Eu busco apreender aquilo que poucos encarecidademente compartilham comigo para fazer numa colcha de retalhos as minhas experiências e aprender com eles - as pessoas - e elas - as experiências. ( Quem me conhece a algum tempo já me ouviu falando que eu vivo muito dentro da minha mente, e que mesmo tendo consciência de não ser o real, tento emulá-la para tentar compartilhar com os outros - que bem sabem também, os outros 'meus' nada têm de 'outros', pois eles são mais 'eles'. )

Eu disse isso hoje, e, bizarramente vou tecer um paralelo metafórico:

" Tudo é tão divertido ... só temos que achar a forma de nos divertir."
- Possibilitamos as possibilidades?
*Vamos tentar, né, Felipe?*



E sem conclusão alguma a chegar, e talvez coisas a acrescer nesse post, vou brincar - comigo, com as idéias, e porquê não com vocês?


Farei meu Céu de Baunilha, viverei nele quando preciso fôr, para então buscar nessa mera pintura do real qualquer nuance de cores que possam ser reproduzidas aqui fora e que me possibilite representar uma outra idéia de como a realidade poderia ser.








P.S. : Eu que não sou muito de contribuir, fica óbvio que essa é a minha forma - obscura - de cooperar ( Com o quê? Com quem? ... não deveria ser eu à responder isso. ) .



(Pequena releitura minha da foto apresentada acima! Na verdade esse foi o tal Vanilla Sky que eu imaginei no momento... uma visualização feita e realizada. Ótimo! )

domingo, 12 de abril de 2009

A frente



Quando nosso olhar se traduz dessa forma, para onde o focamos?

domingo, 5 de abril de 2009

Recall ...

I do.

From many things.
And the best of it all:

I have no regrets for what I have done.
For what I have been.


It's nice, to be happy with our own self.
At least with what It was ...


To remember, is like to live. Live something that won't ever be the same. To live, it, again.

So, all I have to say about it is:
It's nice to have lived until today, to remember it all.

;]

quinta-feira, 26 de março de 2009

Superar

O que?
Como?
Onde?
Por quê?

Ai ai.
Coloque o que eu disse logo acima, e tenta imaginar uma situação.
Bem, é fácil, é simples ... por quê não dizer irrisório?


O fato é ...
Que o se conseguir o almejado - que no caso é superar - é complicado.
( Talvez, digo eu, mais complicado do que conseguir o desejado. Aquilo, ou aquele que te fez se superar, ou tentar superar uma situação, que, sinceramente, não lhe cabe mais )

Tentando me escorar no que a Jewel me disse - talvez essa seja a minha única saída para não entrar em um colapso nervoso, existencial e até ... potencial - deverei tentar considerar que:

O nosso caminho já está traçado - cabe a nós, segui-lo.
- Sem tentar se desviar - mas como podemos saber disso? Talvez só no momento que, com toda a força que temos, empurramos algo e esse "algo" aplica a mesma força a nós mesmos, e então sentimos a pancada. Então, pra mim, "Try. May try again, but never try harder".
Talvez não seja isso, na verdade ... o único fato é, que as vezes não era para ser - não importa, de fato, o que você faça.
Cabe apenas, aprender, mesmo sem apreensão alguma.

Esse futuro, então, não é o que está destinado a alguém como eu.
Já está percebido, e vou passar a constatá-lo.



Na verdade, só um me restou um problema ...
Onde pisar?

Se não há chão ...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Ver ...

Ver, não ver, rever.
Tudo relativo a uma realidade passada ( não passada, repassada ... ).


Incrível como tudo que nos é dado tem de ser "visto".
"Visualize", dizem.
"Pois bem, verei", repondem.

As nossas lembranças, nossas vontades e desejos são quase sempre refltidas em uma imagem - não como foto, mas como uma realidade. Não existe uma realidade textual, ou mesmo sensorial, se excluindo a visão, claro, no nosso pensamento.

A imagem predomina, significa e representa. Ela simplesmente é, como um todo, mesmo sem um todo ...


Só como curiosidade eu me pergunto, e na verdade não é somente eu, pois existem estudos científicos sobre isso. Como será a imaginação, as memórias, e o pensamento de pessoas que nasceram cegas? Eu tento imaginar ...


É fato que de certa forma sejamos cegos a alguma coisa ... a algum ponto ...
Talvez seja por isso cada um tenha uma "visão" ( Haha, trocadilho interessante - 'vejam' como quiserem ) das coisas.

Muitos enxergam algo em uma realidade, que é passível de várias interpretações ... por mostrar 'tudo' acho que a imagem não tem capacidade de transparecer - interessante o que eu acabei de dizer ... talvez não muito válido, mas pense ... é mais fácil ver através do que não se mostra tudo. Pessoas, inclusive.


Quanto a minha própria experiência, eu vivo em mundo diferente. Onde as minhas imagens acabam sendo só minhas, e muitas vezes eu mesmo tenho de interpretá-las pra dar algum sentido. Expressões, faces, jeitos ... hahaha. Nada é nítido - de fato.


Mas veja, vejamos que ver é quase o intuíto de viver - pra não dizer que existem inúmeras histórias quanto a isso - , isso se a não considerarmos que ver É em si viver, e viver em si é ver o que se passa.
*Uma vez que não vemos o que se passa/passou/passará é complicado provar para nós mesmos que vivemos aquilo. O que nos sobra é a imagem ( mesmo que distorcidal, memorial em nossas lembranças ) para termos como prova. Se não a temos ... duvidamos da nossa própria verdade, a ponto até de questionarmos a sua existência.


Há quem nunca vimos, de fato, mas mesmo assim consideramos como uma imagem real em nós. São palitos, personagens, pessoas ... são a imagem do que gostaríamos que fosse, ou até que não fosse.

Há, claro, como foi posto, ver, além dos olhos - eles nos enganam, pregam peças, e por quê não considerar, como nos cegam?
Enxergar com instintos, se prolongar com a imaginação ...

Para ver:

O que está a sua frente:

olhe.

O que está aos seus lados:

observe.

O que não se vê ( "de primeira" ):

analise.

O invisível:

feche os olhos.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A felicidade de pensar?

" Se Deus quiseesse que que fôssemos sempre felizes, não nos teria dado a inteligência."
Immanuel Kant


Não que eu compactue com a primeira idéia ... mas, essa frase faz bastante sentido.

Serve para quem quiser.

Eu simplesmente achei interessante, e ela está aí - realmente não tenho nada mais a comentar, a não ser fazer as mesmas coisas que a frase já diz por si só.

;]

quinta-feira, 5 de março de 2009

Let's start it all over ...

Há!

Bem.
É mais um ano, e vou dizer, ele só começou (ou ainda vai começar) agora.

Quando nada se faz, nada se muda.
Básico, não?
Mas indubitavelmente, é assim.

Muitos dizem, esperam, crêem, sonham que tudo vai ser diferente, que o novo ano trará coisas novas etc e tal ... no fim das contas, o que não muda, é a esperança - deles, claro!

A única coisa que eu espero é que eu possa fazer com que novas coisas aconteçam nesse espaço de tempo, classificado como ano.
Espero? ... não sei ... Farei? ... sei menos ainda.

Fato é:
Me sinto diferente.
Me sinto preparado para começar isso tudo de novo ... sem muitas esperanças, mas com a curiosidade de sempre.
Eu piso no mesmo lugar e ... sinto tudo igual.

Mas como disse, me sinto diferente - não sei se melhor, ou pior ... mas é exatamente assim.

E quando se está diferente, mesmo tudo e todos sendo igualmente o que um dia se pareceram, mudam.
Aos seus olhos.
E se o que enxergas muda, o mundo muda.
E se o mundo muda, suas idéias mudam.
E se sua idéia muda, tudo mudará.


Pretendo aproveitar para ver o que aparece, o que acontece; fazer aparecer, fazer acontecer ...
Talvez até ver mais, e fazer menos ...
Não sei.
Uma certa postura nova é o que parece querer surgir ... e acho que falar não é o certo - pelo menos, não agora; e no momento só estou constatando.


Um pé a frente, uma cabeça aberta, um ânimo tênue e a curiosidade incessante.
Acho que esse pode ser a receita desses meus seis primeiros meses do ano - e deixarei aqui escrito, mais para que eu possa ler do que qualquer outro, e me lembrar de que um dia eu pensei assim. Háhá.


Vamos começar, e começar de novo ... e de novo ...

"Every passing minute is another chance to turn it all around."
- Sofia, Vanilla Sky

... a aproveitar essa chance ...


Bem, eu ao menos tentarei, quando eu estiver lúcido ...
Ciente que "o minuto" esteja passando pelos meus olhos ...