domingo, 27 de setembro de 2009

O caminho certo

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Um certo caminho...

Não há como prever.
Nada, simplesmente nada, a não ser o fim.


Esforços para um futuro que pode muito bem não acontecer?
Predileção às más atitudes em nome de poder, reconhecimento e fama?
Viver, por viver, sem na verdade, vivenciar absolutamente coisa alguma?


Todos são caminhos.
E existem vários, existem mais.


Não há uma regra nisso...
Só penso que...talvez devessemos nos preocupar menos com coisas fúteis - e a futilidade ronda os mais diversos meios, importâncias e situações.

Seguir um caminho, sem que tenhamos que nos redimir depois.
Sem que possamos nos culpar por qualquer coisa.
O que aconteceu, aconteceu. Não se volta atrás, aquele tempo foi...
É lembrar, ter memórias, e aprender. Ver que como a cada momento vemos que num certo momento ( e com certeza esse momento atual, do agora, nesse instante que escrevo ) estávamos momentaneamente iludidos, enganados, pífios, errados...
Evolução constante, erros constantes, uma constância nada definivel até o fim.


É caminhar, sem saber aonde chegar.
Sem saber o que vamos achar.
E mais. Sem imaginarmos o que procurar.


Um pouquinho de querer, talvez.
Um mínimo de vontade, pois ainda temos ideais e idéias.
Um mínimo de espectativa, para que não nos arrependedamos no fim, seja ele qual for.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sós ...

Sozinhos.

Nesse mundo, vazio, tão cheio de gente.

Impraticável, impossível?
Imaginável...

Porém, verdade.



No mesmo quarto pessoas se encontram sem saber quem são;
A quilômetros de distância vidas podem se clamar.
Mas será que sabem exatamente o querem?
Será que: é isso, mesmo?


Viver só, sozinho.
Neste pequeno mundo, tão conectado, tão rápido... tão esparso...
É tudo, mas, tudo que não quero.


Não me importa onde, nem como.
Só me importa isso.


Nem que...
O 'não-sozinho' seja com o meu ser.
Quando me encontrar...



E a gente se encontra, só?
Será?


Que seja...

Só, sei, que será;
Seja como for: que seja a sós.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Faz tempo

Que eu não posto nada diversional, por aqui, etc e tal.

Só pra constar, e pra variar, vou fornecer um link de uma crônica ótima, e diga-se de passagem que dispensa todo e qualquer comentário.


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090914_ivanlessa_tp.shtml


Esse Ivan Lessa é um comédia ...
Sempre leio suas crônicas, e, ah, são bem divertidas.
Essa em especial!


Pra você ver ...
O mercado de trabalho está cada vez mais exigente.
Não podemos contar somente com nossa formação...

Complicado!
;]

sábado, 12 de setembro de 2009

Por completo

Alguma vez algum de vocês já ouviu falar de Tangran?
Bem, uma forma péssima de 'visualizar' o que eu quero falar.
Mas...tentemos:


Oras, somos que nem esse tal; um quebra cabeça.
Formado de peças, aleatorias, sem sentido, e que para se formar o todo é complicado - aliás, qual é esse todo?

Somos quadrados, balanceados como a forma original?
Podemos ser compostos de diversas formas, com as mesmas peças (nossa essência) e que diga-se de passagem pode-se ser que nunca sejam as mesmas no fim, enfim...

O resultado - dessa brincadeira, desse fluxo interminável de troca e extasia - pode agradar a um, e não a outro. E vice versa...mas nunca a todos.

As situações nos montam, as pessoas nos (pré)moldam.
Mas continuamos, sem parar... um movimento contínuo, e sabe-se lá no que vai dar...


É essa a figura.
Vale-me explicar?

Não, vamos ao fim.
Deixe o caminho com essa alegoria; aliás, fazer pensar de quando em vez é bom.


Então...
Por completo?

Não conseguimos ligar cada qual peça nossa, cada qual definição, pra formar um uno, o único.
Não se há por completo, simplesmente por isso não haver - é impossível!

O 'eu' muda conforme a pessoa, conforme o caso.
Como agir pra agradar, para ser o que que se é diante de dois distintos?

- E eu não falo de máscaras, de fingimento!

A mentira que só você sabe que é... a verdade que somente o próprio ser crê...


Por completo, é se completar.
E a incompletude é o que temos por completo.

Completemos, o que há de ser completo, o que há de se completar!
Nosso ser, nossos seres, nossa vida, nossas vidas...
Nosso tempo...



Por completo...
Completamente vazio(a).

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

To remember

Go in!

Alone, and so ...
That's how I'll manage to go.

My life is yet to start,
And looks like this is just another part.

- - -

Muito a escrever ... vontade que não tenho.


É só pra me lembrar, que eu devia ter falado, antes, pra saber do depois.
Mas de nada adinta, se do antes não sei nada; e do depois não há como saber!

Deixa o caminho aparecer, flua, siga.
Vamos embora, talvez não há volta, mas andar pra trás nunca foi a intenção...

Deixe, deixe!
Vamos, sozinho ...

Será sempre assim?
A única coisa que sei, é que não posso esperar (o tempo urge! A frustração não deve existir!) !

Vamos, vamos!

Não posso parar ...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mais Uma

Frase!
E essa merece um destaque todo especial ...

Uma frase de um desacreditado.
De um não engajado.
De um sem fé.
Minha!


"Die Jungen streben nach Dingen, die nie passieren werden, die Alten erinnern sich an Dinge, die nie passiert sind."


Até traduzo, pois:

Os Jovenns lutam por coisas que não acontecerão; os velhos, lembram de coisas que não aconteceram...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A vida não é um filme

Mas as memórias são!
São elas que são!


Hollywood está longe, e os finais felizes não são uma constante.


Se dizem que tudo vai dar certo, é porquê há algo de errado!
Nem todos são felizes, e seguindo a mesma lógica, nem todos podem ser.
Se somente houvesse vitória não existiriam derrotados!
O que é da felicidade sem a tristeza ...

O que faz algo ser raro, ter valor, é a sua falta.
É justamente a falta que diz tudo.


O que já passou é que vemos como outra vida ... o que passou, passou, afinal.
Mas o que se passa quer dizer que jamais passará?
Medo e memórias.
Memórias e alegria.
Felicidade e memória?

Qual é a sua história?
Talvez essa seja a única coisa que se tem pra contar ...

O futuro ninguém pode dizer, e não podemos imaginar um final que não seja o mesmo: a morte.


Pra que desejar a felicidade "num futuro" se não se pode ser feliz hoje?
Tudo pode acabar num propenso de extensão meticular de momentos ínfimos; ou seja; a tênue linha que separa a vida da morte é a mesma que separa a genialidade da loucura.
Num cisco já a cruzamos; e não há mais volta.

Um dia aqui, outro lá.
Ninguém sabe o que existe do outro lado!
Mas ver? Quem nunca viu?!

Experimentar ... todos irão, certo dia.

Transitar de lá pra cá e daqui pra lá é pra poucos - se é que se acredita nisso!

E o que parece é que cruzá-la não se faça ser tão difícil ...


Afinal ...
Do que adianta almejar algo tão incoerente?
Mudar e mudar ... essa é a constante.

O único certo é aquilo que ocorreu. Ou ... Talvez até memórias mudem!
Tudo realmente depende ...
De você.


O sentimento de imensidão e infinidade é próprio daquele alterado!
De um bêbado, de um tolo, de um visionário!
E quem acredita nisso?
Pessoas!
Sem memória ... sem pensar ... na luta por um final diferente do próprio fim.
Por uma felicidade tão inalcançável quanto o céu ao tirarmos nossos pés do chão...
Por um idealismo tão ideal que não pode ser idealizado!


Preparar a própria felicidade pode ser o começo de um desgosto interminável e o decreto definitvo de um tempo perdido que não volta mais; que no qual não se foi feliz.



Deixe que passe ...
Deixe que aconteça.

Sem esperanças, antes que eu me esqueça.

sábado, 1 de agosto de 2009

Tão novo, mas tão antigo, tão velho ...

É assim que me sinto.
Justamente, e simplesmente, desse jeito.


Não existe nada, e nada existe ...


As perguntas são tantas que as atitudes geralmente deixam de ter algum (ou qualquer que seja!) valor.


Do quê adianta nobreza nesse mundo, tão plebeu?
Do que adianta sinceridade, nesse mundo tão falso?
Do que adianta sabedoria, nesse mundo tão inconsequente?
Do que adianta alegria, neste mundo cercado de pseudo-felicidade?
Do que adianta procurar a verdade, se ela não existe?
Do que adianta a vida, ante a morte?


Do que adianta pensar ...


Se sentir único, tão só, tão a parte, e não se achar ...
Fazer sua parte pelos outros, mas não encontrar a sua ...
É um caminho sem traçado(e não-traçado!) ...
É um túnel escuro; sem a luz no fim.


Não me acho aqui, nem ali.
Não me vejo lá, nem cá.


Onde posso estar?
Quem será que pode me encontrar?




O tempo me perde ...
E eu me perco dele ...