Todos temos o direito de não esquecer o fomos.
De vivenciar esses momentos - de relembrarmos essas outras vidas.
De não deixar de ser o que somos.
De presenciar o presente - de desfrutarmos dessas nossas vidas.
De não impedir ser o que seremos.
De permitir a sequência - de não inundarmos o que ainda será tais vidas.
Tudo teve, tem, ou terá o seu momento.
Não nos cabe lutar. Amalgamar. Deletar.
Contra.
Estejamos a favor - a nosso favor.
Seja o seu favorito; favorite tal feixe (de tempo/vida).
Faça, não finja.
Satisfeite-se, satisfaça-te.
Conflua com o todo que foi, é, e virá a ser.
Todo esse caminho de pressões, impressões, memórias e solidões é, nada além, do que um permeio.
Perceba.
Sem perambular - você já esteve em tantos lugares, situações - e hoje, aqui!
Transpasse.
Afinal...
Todo o transcorrer é um envelope.
Exista.
Esteja.
Seja.
(o) Presente.
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
quinta-feira, 25 de julho de 2019
sexta-feira, 31 de maio de 2019
sexta-feira, 24 de maio de 2019
Indefinita
Há situações em que tudo que precisamos é de um empurrão.
Seja para alcançar o próximo degrau ou cair da beira de um abismo.
E essa linha é tão tênue, que o que vier a acontecer só poderá ser interpretado muito tempo após o ocorrido.
Aliás, todos os fatos possuem dois lados - e essa percepção é nublada em um primeiro momento.
A estasia muitas vezes traz a inocuidade ao viver...
E nada adianta percorrer, parado, caminhos que não te levam a lugar algum.
Penso que...
Para alguns o desconhecido é uma fonte interminável de prazer e motivação - para outros simplesmente seguir no que talvez possa ser um 'futuro brilhante' é a única solução.
E... tais percepções podem simplesmente se intercambiar mais a frente - afinal, o cerne humano sempre diz que 'estar insatisfeito' não é só comum como uma premissa (para se chegar a algum lugar; ou seria a lugar algum...?).
A decepção, o arrependimento, a insatisfação - daquilo que foi feito, como feito, quando foi feito - tem sido algo tão comum! (Nous avons soulement cette vie, après tout!)
Eu tenho uma meta simples, que se tornou bastante óbvia nesses últimos tempos: "Satisfação, sempre."
Não importa o que aconteça, o que vier a acontecer, ou simplesmente o que aconteceu, minha intenção é estar satisfeito com a oportunidade e a vivência que a minha vida me propiciou, e obviamente me proporciona.
Por mais que o dia esteja escuro, a mente turva e o panorama embaçado, isso é algo que pretendo sempre lembrar.
Aliás, foi isso que me mudou, e é assim que encontrei um modo de margear o entorno da perseverança.
Nem todo o tempo temos a condição inata de analisar tudo o que se passa, tudo o que se vê.
Há que justamente viver - e não existe uma desculpa, uma perjura que nos possa conjurar um obstáculo descomunal pelo caminho o qual nos faça ser e buscar algo que seja totalmente o contrário. Isso é uma espécie de abnegação que não justfica ao próprio ser; esse é um tipo de pseudo-vontade que está paralela às necessidades de uma sociedade maquinal, que demanda da alma a sua essência para persistir, e simplesmente nos impede do mais importante na vida - viver!
Mas, é claro, cada ser possui seu caminho, sua forma de buscar - embora criar empecilhos para tornear um desejo de vida é algo que não é justo, nem muito menos aprazível; o nosso bem, aliás, não necessariamente percorre o que é bom para (esse) outrém.
Várias possibilidades, várias variáveis, vários tons, gostos e diagnósticos.
Tudo dentro de uma mesma situação.
---
E esse começar, e esse reconfigurar, e esse ímpeto de percorrer se impulsiona com tal empurrão - é um abalo, que muitas vezes não era previsto, e que simplesmente te tira dessa inércia; e te promulga, e te julga e que te desacata e que desaba... e que te...revoluciona.
Não mais os recorrentes pensamentos são os mesmos, não mais as situações revelam as mesmas coisas...
Seus olhos, sua percepção e sua consciência imanam outras vontades, outros propósitos, almejam diferentes inspirações.
O mundo já possui outras cores, e, logo, você já não é o mesmo.
Agora...
Não há como saber para onde se está dirigindo: seria o próximo passo, ou rumo ao abismo na escuridão?
E...
Se.
No futuro.
Tudo isso te colocar exatamente no lugar, o qual, você, deveria estar?
Não há como saber!
E talvez...
Essa seja a graça da própria vida...!
Indefinita Vita...! ☯
---
E diante disso, insisto...
Que essa seja sempre uma busca,
Pelo (nosso próprio) bem.
Pelo o que nos move.
Por aquilo que nos faz únicos, que nos torna "nós mesmos".
Que seja sempre um caminho para nos encontrar.
Mesmo que...
Acabamos (por vezes) nos perdendo.
Afinal, o único fato que não podemos fugir (e fingir) é:
O - próprio - ser.
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Hoy
Passa o passado.
Permeia o presente.
Propõe-se o futuro.
Os passos seguem,
de mera sandice a total sutileza.
A sanidade torna-se o sumo;
A serendipidade sincopeia,
Por entre, por si, por fim.
Permitir,
Propiciar,
Perseverar.
Pequenos nuances,
Do perceber,
Do estar,
De viver.
Diante.
Durante.
(o) Depois.
Deságua.
Despista.
Desaba.
Quando vemos,
De onde viemos,
E como vivenciaremos.
A vera,
Veracidade,
Seja volúpia ou vontade.
Somente, virá.
Então,
por hora,
Resta o agora.
Reluzente,
Resplandescente,
Real.
A (nossa) única;
Realidade.
Permeia o presente.
Propõe-se o futuro.
Os passos seguem,
de mera sandice a total sutileza.
A sanidade torna-se o sumo;
A serendipidade sincopeia,
Por entre, por si, por fim.
Permitir,
Propiciar,
Perseverar.
Pequenos nuances,
Do perceber,
Do estar,
De viver.
Diante.
Durante.
(o) Depois.
Deságua.
Despista.
Desaba.
Quando vemos,
De onde viemos,
E como vivenciaremos.
A vera,
Veracidade,
Seja volúpia ou vontade.
Somente, virá.
Então,
por hora,
Resta o agora.
Reluzente,
Resplandescente,
Real.
A (nossa) única;
Realidade.
terça-feira, 16 de abril de 2019
Per
Por mais que os dias persistam...
Você percebe que o (seu) passo é sempre algo atual, único, prevalescente.
Por onde quer que você esteja, ainda é possível perceber os movimentos que aconteceram e que foram responsáveis por te levar até aqui, agora.
E mesmo que...
Você sinta o passado tão presente, existe a necessidade de adaptação e uma preparação para um possível futuro...
E mesmo que...
As cicatrizes te façam ficar apreensivo e até desiludido com as possibilidades, há que se propor, perseverar.
Pois é o medo e a incompreensão que impede de fluir, de viver.
De nos entregar.
E mesmo que...
O receio de uma entrega real nos transpasse - seja pelas experiências e traumas do passado, seja pelo aspecto incerto que o futuro nos reserva - temos de ser ser obstinados, para (sobre)viver; Ir, em frente; Ultrapassar, o passado.
Sermos uma vez mais a nova melhor versão de nossos "eus" (mesmos).
A tempo de que o tempo não (nos) passe - que sejamos somente (o) passado(s).
Pois.
Primeiro.
(O) Presente.
Você percebe que o (seu) passo é sempre algo atual, único, prevalescente.
Por onde quer que você esteja, ainda é possível perceber os movimentos que aconteceram e que foram responsáveis por te levar até aqui, agora.
E mesmo que...
Você sinta o passado tão presente, existe a necessidade de adaptação e uma preparação para um possível futuro...
E mesmo que...
As cicatrizes te façam ficar apreensivo e até desiludido com as possibilidades, há que se propor, perseverar.
Pois é o medo e a incompreensão que impede de fluir, de viver.
De nos entregar.
E mesmo que...
O receio de uma entrega real nos transpasse - seja pelas experiências e traumas do passado, seja pelo aspecto incerto que o futuro nos reserva - temos de ser ser obstinados, para (sobre)viver; Ir, em frente; Ultrapassar, o passado.
Sermos uma vez mais a nova melhor versão de nossos "eus" (mesmos).
A tempo de que o tempo não (nos) passe - que sejamos somente (o) passado(s).
Pois.
Primeiro.
(O) Presente.
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Heal
A cura.
Para nós.
É, ser.
O que podemos.
O que encontramos.
O que... aceitamos.
As vezes tudo que precisamos é de poder estar presente - entre, no cerne, vivenciar.
Tantas dúvidas podem se bastar em um movimento tão simples quanto... estar.
Mas não é sempre que estamos presentes.
Há momentos em que nos encontramos mais afastados do agora e dos outros. Afastados do que nos concentra, do que nos comenta, do que nos corrói. E são essas questões que muitas vezes não são nem presentes, e nem muito menos nossas, e que estão prevalescentes.
Nessas situações questionamos, conversamos, confabulamos com o que o fluxo dos pensamentos nos leva. E... é completamente possível de se perceber que essas são questões nada únicas - em realidade parecem que foram obturadas em outros tempos, e que persistem... por todos esses momentos e nos atinge, agora.
Talvez esse seja um movimento daqueles que estão não presentes na atualidade - que se percebem à parte das questões normais da sociedade - afinal, o que é normal, senão algo ou alguém que segue a normalidade imposta por uma época em qual perdura tudo que... não deveria ser considerado como, justo, normal? - a raiva, a ingratidão, o ego acima de tudo, o desequilibrio, sobretudo.
Esse preâbulo não dói mais.
É algo até natural.
Talvez por uma perene condição de sensatez que foi adquirida com o tempo, e que justifica que não adianta se opor a esses casos...
Eles acontecem, e o que... de fato, podemos fazer?
Talvez, um dia, existisse algum impeto de modificar essa realidade imposta. Por vezes, impostora...
Mas a idade passa, o tempo vai e a sanidade passa a conversar mais contigo.
E seu ser...
Simplesmente deseja vicenciar um plano no qual se é possível alcançar um panorama agradável, justificável e que possa ser compartilhável.
Desejamos satisfação - e mesmo que o poder, o reconhecimento e o dinheiro não nos sejam capazes de nos fornecer isso, buscamos de alguma forma relevar, providenciar, aproveitar a nossa vivência nesses tempos.
São tantas questões que se prolongam diante do ser e que vão até o próprio universo...
Se promulga considerações como a de que somos um sopro, afinal; mas esse sopro é o que nos basta, e o que nos importa, é o que nos importuna...
Não há como considerar o todo sem nos ver e nos há-ver a nós mesmos.
O micro é o nosso macro; e de nada adianta considerar o que está além se não estamos aqui, breves e compenetrados no aquém. No si.
Uma tola ode de que considerar que sem a própria satisfação não podemos avançar - nem mesmo providenciar - tal sentimento aos outros.
Uma simples consideração de que o amanhã se faz hoje.
E de que o hoje é tudo o que precisamos para viver - o passado, tal momento e o amanhã.
Somos o que estamos.
Estamos aqui porque somos.
Seremos, justamente, o que vai estar.
Estaremos por quê pretendemos (o) ser.
E por quê não...
Sermos nossa própria base, nosso próprio ser, nossa própria cura?
Há. (de) Afinal.
A providência(r) - estar.
Para nós.
É, ser.
O que podemos.
O que encontramos.
O que... aceitamos.
As vezes tudo que precisamos é de poder estar presente - entre, no cerne, vivenciar.
Tantas dúvidas podem se bastar em um movimento tão simples quanto... estar.
Mas não é sempre que estamos presentes.
Há momentos em que nos encontramos mais afastados do agora e dos outros. Afastados do que nos concentra, do que nos comenta, do que nos corrói. E são essas questões que muitas vezes não são nem presentes, e nem muito menos nossas, e que estão prevalescentes.
Nessas situações questionamos, conversamos, confabulamos com o que o fluxo dos pensamentos nos leva. E... é completamente possível de se perceber que essas são questões nada únicas - em realidade parecem que foram obturadas em outros tempos, e que persistem... por todos esses momentos e nos atinge, agora.
Talvez esse seja um movimento daqueles que estão não presentes na atualidade - que se percebem à parte das questões normais da sociedade - afinal, o que é normal, senão algo ou alguém que segue a normalidade imposta por uma época em qual perdura tudo que... não deveria ser considerado como, justo, normal? - a raiva, a ingratidão, o ego acima de tudo, o desequilibrio, sobretudo.
Esse preâbulo não dói mais.
É algo até natural.
Talvez por uma perene condição de sensatez que foi adquirida com o tempo, e que justifica que não adianta se opor a esses casos...
Eles acontecem, e o que... de fato, podemos fazer?
Talvez, um dia, existisse algum impeto de modificar essa realidade imposta. Por vezes, impostora...
Mas a idade passa, o tempo vai e a sanidade passa a conversar mais contigo.
E seu ser...
Simplesmente deseja vicenciar um plano no qual se é possível alcançar um panorama agradável, justificável e que possa ser compartilhável.
Desejamos satisfação - e mesmo que o poder, o reconhecimento e o dinheiro não nos sejam capazes de nos fornecer isso, buscamos de alguma forma relevar, providenciar, aproveitar a nossa vivência nesses tempos.
São tantas questões que se prolongam diante do ser e que vão até o próprio universo...
Se promulga considerações como a de que somos um sopro, afinal; mas esse sopro é o que nos basta, e o que nos importa, é o que nos importuna...
Não há como considerar o todo sem nos ver e nos há-ver a nós mesmos.
O micro é o nosso macro; e de nada adianta considerar o que está além se não estamos aqui, breves e compenetrados no aquém. No si.
Uma tola ode de que considerar que sem a própria satisfação não podemos avançar - nem mesmo providenciar - tal sentimento aos outros.
Uma simples consideração de que o amanhã se faz hoje.
E de que o hoje é tudo o que precisamos para viver - o passado, tal momento e o amanhã.
Somos o que estamos.
Estamos aqui porque somos.
Seremos, justamente, o que vai estar.
Estaremos por quê pretendemos (o) ser.
E por quê não...
Sermos nossa própria base, nosso próprio ser, nossa própria cura?
Há. (de) Afinal.
A providência(r) - estar.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
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