A escuridão nos pertence.
Caminha conosco.
Faz parte de nós.
E a relação que temos com ela é algum ímpar, incomum.
Como não é possível cessá-la, devemos ao menos tentar torná-la sadia.
Todo o sempre nos vemos em seu entorno.
Percebemos o seu contorno.
Sentimos-a em nosso âmago.
Somos levados a expulsá-la.
...a expressá-la.
(a abraçá-la?)
Somos parte do escuro.
Há dias em que conseguimos lidar com esse traço;
Há dias em que esse traço nos leva.
Não sei como representar – sei que ela nos chama, nos clama, até mesmo…
nos acalma!(?)
Acatar, refutar…
Talvez a melhor forma não seja simplesmente conviver...
Mas… conceber em si, para si, esse lado como representante do s(S)er.
Se a cada momento tivermos consciência dessa particularidade, talvez não seja particularmente impossível lidar com a escuridão que nos arrebata nos momentos de (nenhuma) lucidez.
Se for possível escurecer um pouco cada dia…
Quem sabe, não conseguimos esclarecer as nossas percepções?
sábado, 30 de junho de 2018
quarta-feira, 27 de junho de 2018
(in)Capaz
A cada dia que passa...
O meu desapreço se consome.
A minha capacidade crítica só não bate a capacidade que o mundo tem de cercear as minhas (consideradas) opções.
O que uma vez eu queria, talvez eu não queira mais.
O que um dia eu gostaria, simplesmente não posso realizar - digo isso em princípios profissionais, simplesmente pois meus olhos não deixam.
O descrédito e a desilusão são consumados.
E... essa é a única realização presente.
Por mais que digam... que tudo tem sua vez, cada um tem seu tempo, que algo poderá aparecer, sinceramente, não consigo imaginar como possa acontecer.
As tentativas são inócuas e a minha força, até mesmo a de vontade, já são... tão impróprias que quase não se fazem mais atuais (em mim).
Brinco, ridicularizo a minha própria situação e meu próprio ser, com o intuito de me deslocalizar, de criar um outro modo para poder pensar em continuar...
Mas o que me resta é o desânimo - a descrença.
...
Tudo passa. Já até passou. Mas, continuar parado sem isso almejar, definitivamente não é o melhor sentimento que se possa ter... Mas, e qual seria a solução? (Que eu tanto busco!... e busquei...)
Tudo tão feito.
Tão pronto.
Tão... certo.
Para todos.
E... para mim...
De novo, e mais uma vez, só. E só. Só. Mente.
Não há mais como mentir para si...
É estranho...
Difícil. Até de admitir.
Como nunca, isso pertina na minha cabeça...
E pela primeira época em minha vida, o que mais me acomete é a condição de se acabar. A cada single dia. ...
E a cada dia... ao invés de criar (novas) possibilidades, o que consigo fazer é retirar os subterfúgios que ainda me resta(va)m... (e ir se acabando aos poucos...)
Eu.
Não me deixo.
Não me permito.
Não me saio...
E não sei como desenvolver.
Não me passa ideia de como superar...
Isso. Talvez essa tenha sido minha sina, desde... sempre?
A dúvida, a incerteza, a impresença...
E o que aprendi com o tempo, e que me permitiu viver em uma transitória paz - diga-se, conseguir fluir - me coloca hoje nessa situação; insustentável.
Mas...
Também...
O que poderia ser diferente?
Esse... é só mais um dia...
De muitos...
No qual tudo que eu faço é abaixar a fronte, me convencendo de não desistir... de vez.
Weepy, weak and wondering...
That's the panorama of my actual self.
And... I, can't, live. With it. Anymore.
Anyway...
O meu desapreço se consome.
A minha capacidade crítica só não bate a capacidade que o mundo tem de cercear as minhas (consideradas) opções.
O que uma vez eu queria, talvez eu não queira mais.
O que um dia eu gostaria, simplesmente não posso realizar - digo isso em princípios profissionais, simplesmente pois meus olhos não deixam.
O descrédito e a desilusão são consumados.
E... essa é a única realização presente.
Por mais que digam... que tudo tem sua vez, cada um tem seu tempo, que algo poderá aparecer, sinceramente, não consigo imaginar como possa acontecer.
As tentativas são inócuas e a minha força, até mesmo a de vontade, já são... tão impróprias que quase não se fazem mais atuais (em mim).
Brinco, ridicularizo a minha própria situação e meu próprio ser, com o intuito de me deslocalizar, de criar um outro modo para poder pensar em continuar...
Mas o que me resta é o desânimo - a descrença.
...
Tudo passa. Já até passou. Mas, continuar parado sem isso almejar, definitivamente não é o melhor sentimento que se possa ter... Mas, e qual seria a solução? (Que eu tanto busco!... e busquei...)
Tudo tão feito.
Tão pronto.
Tão... certo.
Para todos.
E... para mim...
De novo, e mais uma vez, só. E só. Só. Mente.
Não há mais como mentir para si...
É estranho...
Difícil. Até de admitir.
Como nunca, isso pertina na minha cabeça...
E pela primeira época em minha vida, o que mais me acomete é a condição de se acabar. A cada single dia. ...
E a cada dia... ao invés de criar (novas) possibilidades, o que consigo fazer é retirar os subterfúgios que ainda me resta(va)m... (e ir se acabando aos poucos...)
Eu.
Não me deixo.
Não me permito.
Não me saio...
E não sei como desenvolver.
Não me passa ideia de como superar...
Isso. Talvez essa tenha sido minha sina, desde... sempre?
A dúvida, a incerteza, a impresença...
E o que aprendi com o tempo, e que me permitiu viver em uma transitória paz - diga-se, conseguir fluir - me coloca hoje nessa situação; insustentável.
Mas...
Também...
O que poderia ser diferente?
Esse... é só mais um dia...
De muitos...
No qual tudo que eu faço é abaixar a fronte, me convencendo de não desistir... de vez.
Weepy, weak and wondering...
That's the panorama of my actual self.
And... I, can't, live. With it. Anymore.
Anyway...
terça-feira, 12 de junho de 2018
Eludio em Si
Quando sua vontade de conhecer se torna … ineficaz. Isso te deixa à parte.
À parte do entendimento. E da compreensão.
Dos seres.
Humanos.
É estranho… em realidade.
Posso dizer que essa talvez seja a primeira vez que me sinto assim.
Sem qualquer intuito de me reprogramar …
De me repreender.
Passos que, resumidamente, representam conhecer – de fato – alguém.
Não creio que seja pela dificuldade que isso representa.
Mas… simplesmente pela falta de gosto – ímpeto, curiosidade, motivação – do próprio ser de trocar (será mesmo?) experiências e acreditar que algo real está acontecendo.
… é, complicado.
Não sei se é pelas situações vividas, mas o ato de se emaranhar na vida de outros é algo que… quando deixa de estar, faz sentir que uma parte de você ficou para trás. E, é difícil fazer (ao menos para mim) com que ela seja esquecida, ou até mesmo superada…
Inevitavelmente crio vínculos.
E talvez eu tenha um costume errado de dar valor a eles – como se de fato fossem.
- Isso me permite que eu viva o momento, mas… que eu não consiga me desvencilhar dele(s) na (sempre atual) memória.
E… o próprio ato de criar vínculos é algo bastante complicado para mim.
Não sei se é necessariamente demorado, mas o fato de que eles sejam significativos faz com que esse processo envolva um quê de confiança de minha parte, a qual eu só consigo avançar uma vez que eu tenha a percepção de que ela é recíproca.
E tudo isso… é bastante ineficaz no âmbito atual das relações – que, obviamente, possuem exceções – e talvez essa seja uma explicação do por quê eu não seja tão propenso a ‘criar amizades’ tão corriqueiramente.
- É incrível como ainda tenho apreço por aqueles que já não mais estão; não há uma distância definitiva, e dentro de mim ainda consigo sentir algo da conexão que um dia os me ligou…
E… mais uma vez.
Não quero. E não sei por quanto tempo…
Iniciar todo esse processo; todo esse reconhecimento; toda essa adaptação.
Compartilhar karma, enveredar na vida de alguém…
Me sinto à parte. À só.
Impassível de me integrar.
De me permitir.
É complicado alguém que não tem nada (e, bem, não almeja nada em particular…) perpassar a sua realidade para outrém.
As vezes só me percebo assim; não acredito que estive em planos – e sinceramente, não vejo como poderei estar…
Mas enfim…
Isso não é um manifesto de unicidade ou solidão.
E só um próprio reconhecimento de uma eventual situação que se faz presente…
Não estou me distanciando de nada. Nem de ninguém.
Somente penso que, por um tempo, não consigo me aproximar – me revelar.
Então.
Melhor,
estar.
À parte do entendimento. E da compreensão.
Dos seres.
Humanos.
É estranho… em realidade.
Posso dizer que essa talvez seja a primeira vez que me sinto assim.
Sem qualquer intuito de me reprogramar …
De me repreender.
Passos que, resumidamente, representam conhecer – de fato – alguém.
Não creio que seja pela dificuldade que isso representa.
Mas… simplesmente pela falta de gosto – ímpeto, curiosidade, motivação – do próprio ser de trocar (será mesmo?) experiências e acreditar que algo real está acontecendo.
… é, complicado.
Não sei se é pelas situações vividas, mas o ato de se emaranhar na vida de outros é algo que… quando deixa de estar, faz sentir que uma parte de você ficou para trás. E, é difícil fazer (ao menos para mim) com que ela seja esquecida, ou até mesmo superada…
Inevitavelmente crio vínculos.
E talvez eu tenha um costume errado de dar valor a eles – como se de fato fossem.
- Isso me permite que eu viva o momento, mas… que eu não consiga me desvencilhar dele(s) na (sempre atual) memória.
E… o próprio ato de criar vínculos é algo bastante complicado para mim.
Não sei se é necessariamente demorado, mas o fato de que eles sejam significativos faz com que esse processo envolva um quê de confiança de minha parte, a qual eu só consigo avançar uma vez que eu tenha a percepção de que ela é recíproca.
E tudo isso… é bastante ineficaz no âmbito atual das relações – que, obviamente, possuem exceções – e talvez essa seja uma explicação do por quê eu não seja tão propenso a ‘criar amizades’ tão corriqueiramente.
- É incrível como ainda tenho apreço por aqueles que já não mais estão; não há uma distância definitiva, e dentro de mim ainda consigo sentir algo da conexão que um dia os me ligou…
E… mais uma vez.
Não quero. E não sei por quanto tempo…
Iniciar todo esse processo; todo esse reconhecimento; toda essa adaptação.
Compartilhar karma, enveredar na vida de alguém…
Me sinto à parte. À só.
Impassível de me integrar.
De me permitir.
É complicado alguém que não tem nada (e, bem, não almeja nada em particular…) perpassar a sua realidade para outrém.
As vezes só me percebo assim; não acredito que estive em planos – e sinceramente, não vejo como poderei estar…
Mas enfim…
Isso não é um manifesto de unicidade ou solidão.
E só um próprio reconhecimento de uma eventual situação que se faz presente…
Não estou me distanciando de nada. Nem de ninguém.
Somente penso que, por um tempo, não consigo me aproximar – me revelar.
Então.
Melhor,
estar.
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Retro
Ás vezes sinto que tudo que fiz em minha vida foi uma mera perda de tempo.
P.S.: Listening to Anathema - Springfield (https://www.youtube.com/watch?v=8y1ROzCUpbU)
Mas me lembro que tal qual é a vida...
Ainda assim me oponho a isso, me penso, me enfrento.
As minhas ações me parecem todas em vão.
A minha dedicação - àquilo que me dediquei - hoje insiste em não ter motivos.
As minhas escolhas - se é que foram mesmo, escolhas - revelam-se equivocadas.
Não vejo (os) frutos em minha vida.
Talvez seja pelo fato d'eu me encontrar no mesmo lugar...
Tudo que eu fiz... me parece abandonado; apesar de ainda possuírem significado...
Foram ótimos, quando foram... ao menos disso eu não posso reclamar.
E...
Nem tudo foi por ser algum tipo de decisão momentânea;
Talvez, de fato, eu tenha percorrido caminhos - e é inegável que esse caminhar me trouxe valiosos momentos e experiências - mas, eu... simplesmente errei o meu rumo em algum momento... (e não soube para onde ir...)
Sempre tentei fluir, seguir da melhor forma possível o que me era dado na ocasião...
Fazer dessas variedades uma vida - real!
Mas...
e.
Hoje.
Me pergunto:
E aí?
Não deu em nada. Não deu nada.
Me encontro no mesmo lugar de sempre, do qual pretendia me reencaminhar a doze anos atrás.
E...
Eu tento rever, repensar, cada passo...
Será que eu cheguei a movimentar, ou sempre estive parado...?
Eu tanto me motivei; tanto me acreditei; tanto me imaginei...
Para, agora, estar aqui... e sem qualquer desses traços em meu âmago.
Me falta motivação, me falta acreditar, me falta imaginar... talvez um pouco de tudo me falte...
Mas...
Não me falta tentar.
...
Pois, acredito, isso vem sendo algo que eu ao menos hei feito - e não só interiormente.
Mas, bem, e então?
Olho para os lados.
Vejo aqueles que me cercavam.
Se eles não possuem tudo, pelo o menos... possuem algo. Algo seus. Algum progresso - notável. Alguma base - sustentável. Algum futuro - traçável.
E o que eu mais quero é que sejam felizes, e, continuem.
E...bem...eu.
Aqui.
Avec rien.
Avec rien.
Me perguntando...me percebendo...tentando me encontrar...
Algo que já faço há tanto tempo que nem sei mais como (re)proceder...
Um regreso (de, ou), um retrocesso.
Se não sou uma falha, não sei bem o que sou.
Mas, se bem que... não há falha em algo que não tenha motivos...
É bem isso... creio.
Não vejo valor no que eu posso oferecer; não reconheço uma viável maneira de não estar nessa situação.
O que... realizar?
Por quanto tempo eu vou conseguir me ver assim? ...
E... como me preparar para algo novo, com o espírito de alg(uém)o que ficou para trás (faz tempo...)?
Não há mais muita voz.
Nem muito mais vez.
Notável fado de quem consegue estar perdido no mesmo lugar...
P.S.: Listening to Anathema - Springfield (https://www.youtube.com/watch?v=8y1ROzCUpbU)
segunda-feira, 28 de maio de 2018
.
Onde está?
Onde pode estar...
Aquilo que um dia você foi.
O sonho. O animo. O sorriso.
Que um dia você teve.
Há anos. Talvez.
Há segundos. Pode até ser.
Não há muita diferença de perspectiva... quando tudo (toda) se confunde.
A resposta que um dia você teve... de fato, existiu(...?)...
Hoje...
Bem.
Talvez seja melhor pensar em ontem...
Pelo menos, não é mais necessário buscar... tudo.
Tudo isso.
Auf...
Onde pode estar...
Aquilo que um dia você foi.
O sonho. O animo. O sorriso.
Que um dia você teve.
Há anos. Talvez.
Há segundos. Pode até ser.
Não há muita diferença de perspectiva... quando tudo (toda) se confunde.
A resposta que um dia você teve... de fato, existiu(...?)...
Hoje...
Bem.
Talvez seja melhor pensar em ontem...
Pelo menos, não é mais necessário buscar... tudo.
Tudo isso.
Auf...
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Desatino
Faz tempo...
Faz tempo que eu venho me desfigurando...
E me parece que não consigo mais me reconhecer.
Olho para coisas que fiz há anos, e consigo sentir, rever tudo. Reimaginar. Mas esses atos, fatos, conteúdos ... deixei de lado com o tempo, abandonei, se foram, mas os quais nunca me esqueci...
Talvez algo existisse nessas épocas - algum potencial, alguma vontade, algum sabor, enfim, algo... que me fazia mover. Que me... transpunha... que me transportava, me transformava...
Não sei o que aconteceu.
Não sei no que deu.
Só sinto que...
Hoje... nem eu (a mim) me resto. Me percebo estático - apesar da inválida e perene tentativa de me esclarecer...
As facetas que estavam lá (ou aqui?) já não dizem muito mais - o meu ser percebe tudo aquilo que um dia foi como atos em vão - e o que eu consigo ver é que ... tudo que eu tentei ao longo de todo esse tempo não deu em nada.
E isso me dói ... por quê será? Por quê será que - hoje - eu não tenho nada a oferecer?
E se me pergunto o que faço - ou posso fazer - da vida, a resposta é nula; isso me deixa não só envolucrado em um profundo desgosto como também gera uma espécie isquêmica de desespero...
Os dias vão se passando, e eu continuo buscando algo - como sempre o fiz - de forma cada vez mais desacreditada.
Sou menos do que um dia já fui, e não tenho a faísca que me fez traçar todo esse caminho com um quê de determinação...
Me parece que o que aconteceu ficou perdido... assim como eu estou.
...
E ver que todos que estavam ao meu lado possuem algo - um caminho, um motivo, um propóstio ou ao menos uma ideia - faz me questionar... como eu posso estar tão... à parte?
Tento me conformar, me reconfortar que cada um tem seu próprio tempo - mas o que eu sinto é que o meu tempo realmente já se foi...
É ruim... (não ser nada...)
Não consigo aceitar essa mediocridade psicológica ... não tenho o desejo nem o ímpeto de me reenquadrar em terras que já (faz tempo que) sei que não são minhas...
Nunca desejei isso; nunca imaginei assim...
Um prenúncio daquilo que não deveria ter sido já me atormenta a cada dia da minha vida atual... a qual eu conseguia me esconder muito bem de toda essa draga existencial, mas... isso já não é mais possível.
...
É, tudo isso é contínuo, insistente, redundante...
...
e...
Eu... só queira saber, por onde, continuar...
Faz tempo que eu venho me desfigurando...
E me parece que não consigo mais me reconhecer.
Olho para coisas que fiz há anos, e consigo sentir, rever tudo. Reimaginar. Mas esses atos, fatos, conteúdos ... deixei de lado com o tempo, abandonei, se foram, mas os quais nunca me esqueci...
Talvez algo existisse nessas épocas - algum potencial, alguma vontade, algum sabor, enfim, algo... que me fazia mover. Que me... transpunha... que me transportava, me transformava...
Não sei o que aconteceu.
Não sei no que deu.
Só sinto que...
Hoje... nem eu (a mim) me resto. Me percebo estático - apesar da inválida e perene tentativa de me esclarecer...
As facetas que estavam lá (ou aqui?) já não dizem muito mais - o meu ser percebe tudo aquilo que um dia foi como atos em vão - e o que eu consigo ver é que ... tudo que eu tentei ao longo de todo esse tempo não deu em nada.
E isso me dói ... por quê será? Por quê será que - hoje - eu não tenho nada a oferecer?
E se me pergunto o que faço - ou posso fazer - da vida, a resposta é nula; isso me deixa não só envolucrado em um profundo desgosto como também gera uma espécie isquêmica de desespero...
Os dias vão se passando, e eu continuo buscando algo - como sempre o fiz - de forma cada vez mais desacreditada.
Sou menos do que um dia já fui, e não tenho a faísca que me fez traçar todo esse caminho com um quê de determinação...
Me parece que o que aconteceu ficou perdido... assim como eu estou.
...
E ver que todos que estavam ao meu lado possuem algo - um caminho, um motivo, um propóstio ou ao menos uma ideia - faz me questionar... como eu posso estar tão... à parte?
Tento me conformar, me reconfortar que cada um tem seu próprio tempo - mas o que eu sinto é que o meu tempo realmente já se foi...
É ruim... (não ser nada...)
Não consigo aceitar essa mediocridade psicológica ... não tenho o desejo nem o ímpeto de me reenquadrar em terras que já (faz tempo que) sei que não são minhas...
Nunca desejei isso; nunca imaginei assim...
Um prenúncio daquilo que não deveria ter sido já me atormenta a cada dia da minha vida atual... a qual eu conseguia me esconder muito bem de toda essa draga existencial, mas... isso já não é mais possível.
...
É, tudo isso é contínuo, insistente, redundante...
...
e...
Eu... só queira saber, por onde, continuar...
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Sensu
Há uma finita compreensão de não me compreender.
Eu, hoje, sinto que é incompreensível me encontrar em tal estado; um estado tênue de que tudo foi - vem sendo, e talvez, é e será em vão.
Já sinto que não estou aqui... que não me pertenço...
Há muito, há anos, que não sei mais onde estou.
Nem sei mais se posso afirmar: perdido - pois não sei se e como me encontrar.
O tudo já é nada... e nada, é o que eu consigo conviver e sentir em mim.
Os não objetivos de sempre configuram uma neutralidade que ... não me é afável (afinal, não sou assim!).
Os tempos em que me destrair era uma (real) opção já não são mais viáveis.
Não tenho com o que ... e como ... encobrir.
E mesmo assim não me vejo;
Se um dia fui algo, talvez eu já não o seja mais.
O desarranjo das minhas convicções (se é que um dia existiram) não consegue se completar; pois eu bem sei o que se passa na minha cabeça (ainda!) e a minha compreensão de que, tudo, simplesmente tudo, é passageiro faz de toda essa situação uma indeferível contradição.
Olho para os objetos que estão ao meu lado, à minha volta...
Sei que deles nada vou levar - não levarei nada, aliás - e me pergunto o por quê de tanto desassossego.
Talvez seja minha própria (pseudo)lucidez que permite que eu consiga seguir... (sem grandes constrições)
E para onde? E para quê?
E...
Acho.
Solo... não tem sido sinônimo de solidez.
Nada sensato se sentir assim, mas sabe... simplesmente me suprimo, silogicamente...
Sério.
Já me redundei várias vezes, num momento simples.
Tantos pensamentos que não se exprimem, e nada, nada dizem...
Talvez ainda exista uma vida a ser vivida... uma qualquer, que eu venho buscando desde... sempre...
E eu me pergunto; continuo me perguntando - será que algo seria diferente, em qualquer uma das secções que me antevi na vida?
Será... que eu estou (cheguei, chegarei...) em algum lugar?
E por quê tudo isso me importa?
De nada vai me adiantar metade disso, que seja amanhã...
Nada vai sobrar. Nem para mim, nem para ninguém...
Não haverá lembranças.
(sou) Anonimidade em meio a tantas outras. (e por isso me cabe ser assim)
O tempo...
Já não o sinto mais passar nesse momento.
Tudo se confunde - é como se anos atrás tivessem acontecido, ontem... e... o amanhã, simplesmente, não existisse.
Meu rosto... minha mente... não serão os mesmos... mesmo que eu não sinta o transcorrer dessa "série ininterrupta e eterna de instantes"...
Mas... igualmente, viver (de fato!) é raro...
Não temo nem me obstino a acompanhar esse fluxo - mas é que... simplesmente, não consigo fluir... e não consigo relativizar... os instantes...
Talvez uma base; uma chance... para me sentir...
Para poder, de fato... Começar.
Sabe,
Nessas condições,
Somente (me) separo... (do -) ontem, hoje, amanhã...
[e... nada]
Eu, hoje, sinto que é incompreensível me encontrar em tal estado; um estado tênue de que tudo foi - vem sendo, e talvez, é e será em vão.
Já sinto que não estou aqui... que não me pertenço...
Há muito, há anos, que não sei mais onde estou.
Nem sei mais se posso afirmar: perdido - pois não sei se e como me encontrar.
O tudo já é nada... e nada, é o que eu consigo conviver e sentir em mim.
Os não objetivos de sempre configuram uma neutralidade que ... não me é afável (afinal, não sou assim!).
Os tempos em que me destrair era uma (real) opção já não são mais viáveis.
Não tenho com o que ... e como ... encobrir.
E mesmo assim não me vejo;
Se um dia fui algo, talvez eu já não o seja mais.
O desarranjo das minhas convicções (se é que um dia existiram) não consegue se completar; pois eu bem sei o que se passa na minha cabeça (ainda!) e a minha compreensão de que, tudo, simplesmente tudo, é passageiro faz de toda essa situação uma indeferível contradição.
Olho para os objetos que estão ao meu lado, à minha volta...
Sei que deles nada vou levar - não levarei nada, aliás - e me pergunto o por quê de tanto desassossego.
Talvez seja minha própria (pseudo)lucidez que permite que eu consiga seguir... (sem grandes constrições)
E para onde? E para quê?
E...
Acho.
Solo... não tem sido sinônimo de solidez.
Nada sensato se sentir assim, mas sabe... simplesmente me suprimo, silogicamente...
Sério.
Já me redundei várias vezes, num momento simples.
Tantos pensamentos que não se exprimem, e nada, nada dizem...
Talvez ainda exista uma vida a ser vivida... uma qualquer, que eu venho buscando desde... sempre...
E eu me pergunto; continuo me perguntando - será que algo seria diferente, em qualquer uma das secções que me antevi na vida?
Será... que eu estou (cheguei, chegarei...) em algum lugar?
E por quê tudo isso me importa?
De nada vai me adiantar metade disso, que seja amanhã...
Nada vai sobrar. Nem para mim, nem para ninguém...
Não haverá lembranças.
(sou) Anonimidade em meio a tantas outras. (e por isso me cabe ser assim)
O tempo...
Já não o sinto mais passar nesse momento.
Tudo se confunde - é como se anos atrás tivessem acontecido, ontem... e... o amanhã, simplesmente, não existisse.
Meu rosto... minha mente... não serão os mesmos... mesmo que eu não sinta o transcorrer dessa "série ininterrupta e eterna de instantes"...
Mas... igualmente, viver (de fato!) é raro...
Não temo nem me obstino a acompanhar esse fluxo - mas é que... simplesmente, não consigo fluir... e não consigo relativizar... os instantes...
Talvez uma base; uma chance... para me sentir...
Para poder, de fato... Começar.
Sabe,
Nessas condições,
Somente (me) separo... (do -) ontem, hoje, amanhã...
[e... nada]
terça-feira, 6 de março de 2018
N-o-t
Quando o "não" é a única coisa que você tem tido contato nos últimos tempos é praticamente impossível visualizar ou construir uma ideia de que o "talvez" possa se fazer presente em sua própria vida.
Dia a dia, tempo a tempo, as irrealidades que se faziam presentes em consenso com o cotidiano se desfragmentam, se desistituem... não há muito sabor de sobra.
A composição dos (próximos) passos está tão dúbia que a tolerância ao diário sequer se compõe...
O fortuito do próprio fim se torna um fardo; já não é sequer possível se carregar, então, como providenciar algo, aos outros?
A vida é una, única, mas muitas vezes irrelevante.
E mesmo assim não consigo traçar objetivos a serem cumpridos - ou sequer perseguidos.
A todo momento eu tento me reaver, me recriar, me redispor, me recompor...
Mas já são tantos pedaços perdidos, deixados de lado, que eu nem sei mais do que me constituo.
De qual é a finalidade. E se há algum fim.
Tento mover, entender, recomeçar...
Bem sei que a diferença entre prosperar e o seu contraponto muitas vezes faz parte de uma mera perspectiva; e o grande problema é que não consigo perspectivar o hoje (de minha vida) - estado líquido num fluido denso de incertezas.
Tantas negações e decepções fazem desse momento somente um recorrido do mesmo de sempre - a 'pérdida' incansável que teima em persistir.
Pois...
Fazer parte (do quê)? Ou partir (para onde)?
São questões que se fazem presentes, mas ao mesmo tempo tão vazias (de sentido)...
Sem motivos, nem objetivos...
Me questiono se estou (muitas vezes) vivo.
Qual será a minha lei?
Dia a dia, tempo a tempo, as irrealidades que se faziam presentes em consenso com o cotidiano se desfragmentam, se desistituem... não há muito sabor de sobra.
A composição dos (próximos) passos está tão dúbia que a tolerância ao diário sequer se compõe...
O fortuito do próprio fim se torna um fardo; já não é sequer possível se carregar, então, como providenciar algo, aos outros?
A vida é una, única, mas muitas vezes irrelevante.
E mesmo assim não consigo traçar objetivos a serem cumpridos - ou sequer perseguidos.
A todo momento eu tento me reaver, me recriar, me redispor, me recompor...
Mas já são tantos pedaços perdidos, deixados de lado, que eu nem sei mais do que me constituo.
De qual é a finalidade. E se há algum fim.
Tento mover, entender, recomeçar...
Bem sei que a diferença entre prosperar e o seu contraponto muitas vezes faz parte de uma mera perspectiva; e o grande problema é que não consigo perspectivar o hoje (de minha vida) - estado líquido num fluido denso de incertezas.
Tantas negações e decepções fazem desse momento somente um recorrido do mesmo de sempre - a 'pérdida' incansável que teima em persistir.
Pois...
Fazer parte (do quê)? Ou partir (para onde)?
São questões que se fazem presentes, mas ao mesmo tempo tão vazias (de sentido)...
Sem motivos, nem objetivos...
Me questiono se estou (muitas vezes) vivo.
Qual será a minha lei?
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