terça-feira, 27 de julho de 2010

Moon


A noite a beleza solitária solidariza com esses seres tão sós quanto ela...

E nós, aqui em baixo a vemos, de onde quer que seja, sempre com os mesmos olhos.
Impressionados, astutos, estusiasmados...

Em noites em que não se há nada, olhar para o céu e achá-la lá brilhando, é um prazer ímpar...
É bom relembrar, das noites em que se passa vendo-a - em lugares diferentes, em outras partes de um mesmo mundo, mas nem sempre no mesmo estado de espírito.


A guia das noites perdidas,
O olhar por trás das nuvens,
O brilho persistente que ilumina a escuridão.

A musa que insiste em existir, seja para quem for, com a mesma beleza, sem sequer impor...
Condições de pureza, para dar seu brilhante amor.

Lucidez pálida de momentos que se fazem presentes em dias, eternos, reais ou mesmo irreais.
Basta olhar... ver, aclamar...

Assim, se lembrar...
De que não importa se estamos só um dia ou outro, a sua sina é sempre a mesma:

Estar só, lá, sempre, e assim mesmo brilhar; eternamente.

domingo, 18 de julho de 2010

É...

Um colega, conhecido, que gostaria de poder chamar de amigo. Por mais que eu tenho o conhecido pouco... me pareceu um ser real.

Disse algo muito interessante, importante, hoje...
Uma música, uma marca, tem de ficar presente...

Apesar da ausência que eu sei que vai acontecer.

Só pra eu poder entender como as coisas são, como elas se fazem, e como elas têm de ser!

O mundo vai rodar... ele vai continuar... não podemos esquecer das coisas, mas devemos sempre estar dispostos e preparados para seguir em frente!

Sem medo, sem dor...
Mas com uma alegria no coração por ter vivido, por ter aproveitado o que passou...

Vamos lá, um dia tudo há de seguir seu caminho!
Aproveitemos o que se cruza por ele.


"A cada encontro, uma despedida!"


Obrigado Raphael.

Você me fez entender uma pequena parte da vida... te devo essa...
Continue assim, viva em paz, agradeço-te pela companhia e por me mostrar esse caminho!


Nos vemos.
E vejo-vocês-e-a-mim-mesmo, por aí, um dia.
Quem sabe...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sick

Venho sofrendo ultimamente uma doença, que por muitas vezes é rara - entre pessoas comuns.
Sim, sim, sim.

Eu a chamo de sociopatia apática.


Uma pena não ser culpa minha ( sempre ).
É involuntário, um mal, um pesar, uma disordem, e, de vez em quando, uma distração!

Do nada, sem perceber o desgosto bate.
E não existe a tão clamada indiferença. Ora, bem.


Quanto mais eu vejo pessoas, quanto mais eu tento entendê-las, mais ridículo o nível de constatação se eleva...
( Claro, vou deixar claro, que claramente, muitos casos me fazem rir de forma clara. )

Mas a atitude de desprezo das pessoas para com outras, seja como for e quais forem elas, é sempre... sempre... comum. Até demais.

Egos inflados, egos maiores que o próprio Ego que muitas vezes não se aguentam e explodem. Um mal nada necessário, mas tão recorrente...

Um mundo estranho, que sempre levam coisas contra coisas. Mesmo que você não saiba bem que "coisa" é essa. Mas continua torcendo, se "engajando" reclamando e vociferando ( mesmo que seja dentro de si! ). Países como estruturas de domínio mental e moral em cima de pessoas que sequer sabem como estão o resto (do país). Configurações inexatas de desejos que não levarão a nada, além de mais uma discórdia. A permissão e autoafirmação de "sim, me domine" sem receber nada em troca - a não ser a necessidade moral de afirmar que se é algo que, por vezes, pode ser definido como etéreo. Sem sabor, sem cor, nem dor. Essa é a sensação que se fica, vivendo em um lugar assim: Brasil. Como pátria que não passou por nada para se identificar como tal. Pessoas que se juntam em cada cantinho, sem discutir nada, e que clamam ser o que são simplesmente pelo fato de que existe alguma base ( mais uma vez moral e, por quê não, no caso, cultural? - Mas minha cultura é diferente, espera aí! ) que os ligam. Um local, criado por outros, dado por ninguém, e que a grande vontade é deixá-lo. Ótimo. Vamos longe, para o caminho desconhecido que ninguém quer saber aonde leva, e que é definido simplesmente pela vontade das autoproclamadas autoridades que pouco sabem o que realmente é "ser" é o que se é que seja "brasileiro" ( ou "nacionalidadeiro", qualquer que seja a sua ).

Isso. Necessário, sim. Não afirmo que não seja. Mas como experiência pessoal tento realmente não me posicionar em um lado que realmente não seja "o meu". Em um lado, que, eu estando, ou não estando, lá, não vai fazer a mínima diferença. Prefiro me proclamar como 'independente". Mental, cultural, e moralmente.
Um bom senso que não fala mais alto, pelo simples fato de não existir.

Sim. Me engajarei. Correrei. Lutarei. Pelo que merece. Pelo que faça com que o "eu" não possa ser identificado ( somente por mim ) como isso, e sim como "nós".

Grupos para conceder sentido a vida infame e inútil que vivemos de forma só e sola. Sim. Sem pessoas não se há nada. E quem pretende conquistá-las, somente para tê-las, jamais vai sair do âmbito irracional de seder a própria vontade. Seder a si mesmo, e fazer dos outros extesão do próprio - um nada, em proporção maior. Apesar, de, por incrível que pareça, ser uma pessoa individualista, quando se fala de movimentos socio-grupais.

Por quê tanta confusão e contradição?
Eu mesmo entendo, não sempre, mas dessa forma faz com que eu consiga ver algo...
Apoio sim. Social sim. Mas em pequenos, em poucos, em individuais. Que fazem da sua individualidade coletiva, pelo simples fato, de na verdade, realmente poder se sentir algo além do "simples", de certa forma se ver em "família".

E continuo sendo contra, cético. Não consigo pensar, me juntar, aclamar, compartilhar, de pessoas e seres que não consegue trazer nada, a não ser o "eu" para o mundo! Me basta, me desgasta. Não quero, e não vou, me ceder, me vender à aqueles que não aceitam o que eu posso fazer: que por medo, ou simples falta de vontade queiram reconhecer. Que queiram compartilhar, se dar, os mais sinceros pensamementos e vontade para analisar.

Não há como crescer, sem pensar, avaliar. E ninguém quer... nada. Além...

De:

Religião (de forma) cega. Patriotismo (somente) com casca. Grupos (exclusivamente) por conveniência. Amizades ( enganando ) à solidão. Pensamentos ( escondidos ) para não se perder.



Já pensou assim:
- O eu em forma social. A imposição do "eu" como uma construção artificial e ideológica da própria sociedade. A insensatez ideológica de se expandir o próprio ego. De se pertencer, sem se perguntar o por quê. De seguir sem sem saber. De viver sem imaginar. -
?



It's sad. so sad. But I must say.

I'm sick of this disgusting thing that the world brings to me.
Otherwise, otherside, I mean, and I feel like, I want to know it all.
Just to see, to feel, to change. My thoughts about it, and in time, a change...

Of mind. Of acts.

Bring what I know, for those who deserve, and try to take what I can from those who may more.

I will be always learning, and no. I will never stop.
Miss takes, or not, I will do what I have to. What I feel like to.

Intuition in the first place; at this time.

And no, never think that is has come to an end... while... it... ends.
But you will, never, never know, when is:


The End.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Necessário

É falar.


Por quê?
Pois não há mais nada a fazer.

A busca incessante por algo e alguém, que você sabe no que vai dar, mas teima, é complexa. Te deixa complicado, complexo e estressado.

Na verdade...
O que é necessário é lembrar daquilo que se propõe nos piores momentos. Pois é neles que se tem ciência plena do que realmente acontece, e do que se poder esperar do que vai acontecer...
Momentos são momentos, e cada um deles nos influencia: Nossas idéias podem mudar, mas as conclusões mais sensatas e mais custosas são as mais ingratas, apesar das unicamente verdadeiras.

Não podemos esquecer delas.
E eu não vou esquecer das minhas. Que isso fique bem claro.


O tempo passa, vem e volta, os momentos culminam, como uma linha do tempo histórica de crises e momentos prósperos, mas é sabido. Há pessoas que foram feitas pra ser o que são, e não, nada, nada mais então.

Nada mais...

Se só é o que tem que ser, pois bem, não há como negar esse saber.

Um karma involuntário que sempre te segue...

O ponto necessariamente óbvio é traduzido em: solidão e vazio.
Perseguindo-te a ponto de NUNCA deixá-lo esquecer o que é isso. ( E o gosto doce-amargo de achar que não vai ser sempre assim, sempre pulula na boca... )

Imaginação de tempos remotos...de pessoas que sempre lhe fizeram esquecer isso...
Mas o tempo passa. As pessoas vão embora.
E tudo que fica, é o de sempre o mesmo: a solidão e o vazio.

Mas, é fato, e eu sei.
Eu mesmo já me prometi que não precisarei... de pontos doces pra continuar a caminhar.
O amargo, o duro, a dor ensinam a você coisas que as pessoas comuns não são capazes de enfrentar, frente a frente, sozinhas, sem medo.
E eu sei. Que posso. Que vou. Que vai ser. Exatamente assim.


De nada adianta (a)creditar. ( Que não será. De alguém/algo. )

Somente um momento.
Perdido.
Aliás... mais um.

Na escuridão da falta de ânimo, vontade, opção e poder.

Dia a dia. Normal.
O de sempre.

Não há de acontecer...


Necessário é falar, mesmo que seja sem sentido.
Para ninguém ouvir, que seja somente comigo...

A necessidade, eu não sei qual é.

A única coisa que sei, é que o tempo passa.

E ele é longo, mas infinitamente curto.

domingo, 20 de junho de 2010

Red, Blue?

Eu sinto falta, eu sinto medo, eu sinto pena e eu sinto vontade.

Quando?
Eu não sei.
Por quê?
Tampouco.

Só sei que sinto...

Ou talvez, a falta desses sentimentos me fazem senti-los fortes, como se não fossem reais.

Nunca se sabe o que saber, e eu simplesmente sei que é assim.


Existe um ponto, uma questão. Tão tola e tão plácida, que não se faz mais... a não ser todos os dias. E... talvez, seja por isso mesmo.

Sumir, voar, desaparecer.
Ficar, manter, desenvolver.
Conhecer, agitar, desvendar.
Continuar, entender, revisar.

Sempre.

A questão que está sempre, sempre.

Mas... não me falta, nada.
Mas, sei... sei que me faltará.

E não vai ser a bela e doce falta da falta ...


É tão duro quando seu próprio ser, clama por coisas tão essencialmente opostas!

E tão complicado... ter olhos para tudo...
Mas eu sei, passo a passo, seguindo um compasso de idéias que muitas vezes, sequer são válidas...
Mas o que há de não ser, válido?


Lugares, pessoas, pensamentos, mundo.
Tanto. Por aí.
Tão pouco. Para si.

Sabor insonso da rotina...
Gosto pálido da novidade...


Ser, o que será? Que seja?!
Simplesmente, o que tenho a dizer é "sei lá".


Perdido por aí, incrivelmente andando no mesmo lugar...


Mantendo tudo em si.
E a vontade intíma de...


Noite a noite, hora a hora. Ano a ano. Vida a... a... aonde vida vai, vida volta... aonde.

Vamos, vamos!

De nada adianta parar...

E mais uma vez como sempre, coragem e força, para continuar!

Seja aonde for...
simplesmente,
será.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dias

Em que se olha pela janela, e não se vê.

Em que se procura, e não se acha.

Em que se pensa, e não surge.



Dias, vazios, sozinhos, impermeáveis...
Dias que passam, se prolongam, continuam e se repetem.

Dias.

Motivos de menos, dias de mais.


Dias que passam e vão embora...
Dias que cismam em serem os mesmos.

Dias...

Que custam a acabar, mas que ao mesmo tempo se deseja mais...


Dias.

Repetição infinita do presente.
Que a qualquer hora pode deixar de ser...


Será que um dia, um dia, substitui esses dias?

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ciclo

Dizem que a vida é feita de ciclos que se repetem. Cada vez em uma situação diferente, mas que sempre retorna.


Se pudermos pensar assim, tudo é igual...na sua essência, em nossa vida.
O que muda é que passo a passo aprendemos coisas novas, ou podemos por em prática o que aprendemos e percebemos que há algo além do que vimos naquele primeiro momento.

Certo?

Talvez...

Mas o que é mais engraçado é quando percebemos que o mesmo momento chegou. E ele é tão... idêntico que, tudo é tão igual. Só muda as pessoas e o lugar(es).

Enfim...

Da uma certa primeira vez, a falta de sentimento e o tamanho da falta de vontade conseguem ser tão grandes que você acaba dominado pelo desânimo e a incoerência em seguir o seu caminho - que são completamente justificaveis quando se olha a fundo o por quê disso tudo.
E é incrível... por mais que se aprende ao longo desses anos, a sina pessoal está sempre batendo a porta. Chegando ao mesmo nível...

A falta de sentimento retorna e a falta de vontade domina...

A culpa não é sua, e não há o que fazer diante da incongruência do mundo... dos passos errados, dos caminhos tomados ao relento. De palavras jogadas ao vento... das quais, não quero fazer mais as minhas...


Do que adinta dizer, do que adianta querer, do que adianta pensar, do que adianta sonhar, do que adianta acreditar, do que adianta viver? ...
Em meio a uma nuvem condensada de premissas incapazes de serem apercebidas pela maioria das pessoas? ... Com as quais inevitavelmente você vive.
E as quais, esquecendo ( ou mesmo ignorando ) que existe algo mais profundo, passam a lhe tomar como... é, como... Eu nem sei...



Não importa muita coisa, não faz a mínima diferença...

Lutar por algo, ou sequer existir.
Leve sutilidade de um ser que não deseja mais estar aqui...

sábado, 1 de maio de 2010

Lyrics

Não há como descrever melhor os meus últimos tempos...

-

Engenheiros do Hawai - Novos Horizontes

Corpos em movimento
Universo em expansão
O apartamento que era tão pequeno
Não acaba mais
Vamos dar um tempo
Não sei quem deu a sugestão
Aquele sentimento que era passageiro
Não acaba mais
Quero explodir as grades
E voar
Não tenho pra onde ir
Mas não quero ficar

Novos horizontes
Se não for isso, o que será?
Quem constrói a ponte
Não conhece o lado de lá
Quero explodir as grades
E voar
Não tenho pra onde ir
Mas não quero ficar
Suspender a queda livre
Libertar
O que não tem fim sempre acaba assim

-

E vale a pena pensar um pouco sobre...