Sabe.
Eu nem mais sei.
Quando é que começa o desejo ou termina a vontade?
Sabe.
Como eu gostaria de saber.
Como é que se faz para prevalecer de pé sem se impedir?
Sabe.
Entre o tudo e o nada.
Qual é a avaria que nos fazemos em seguir sem essa escolha?
Sabe.
Se soubessemos que seria assim.
Será mesmo que a vida teria sido vivida de alguma outra maneira?
Sabe.
Se existisse outra possibilidade.
O que é que poderia ser feito de diferente para que não fosse a mesma coisa?
Sabe.
Realmente não sei se sabemos de nada.
Será que no final das contas, a sapiência é um eterno loop no vazio da existência?
Bem, como disse - não sei.
E sabe o que mais?
Do que adianta processar tudo isso...
Se o amanhã vai engolir cada parte dessa sina singular... E aí sequer estaremos aqui!
Sim.
Que seja.
Somente saia.
Sare lentamente (d)essa.
Ah, só mais uma coisa:
Cer-fique-se de que não seja tudo em vão.

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