quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

S. are

Sabe. 

Eu nem mais sei. 

Quando é que começa o desejo ou termina a vontade?


Sabe. 

Como eu gostaria de saber.

Como é que se faz para prevalecer de pé sem se impedir? 


Sabe. 

Entre o tudo e o nada. 

Qual é a avaria que nos fazemos em seguir sem essa escolha?


Sabe. 

Se soubessemos que seria assim. 

Será mesmo que a vida teria sido vivida de alguma outra maneira?


Sabe. 

Se existisse outra possibilidade. 

O que é que poderia ser feito de diferente para que não fosse a mesma coisa?


Sabe. 

Realmente não sei se sabemos de nada. 

Será que no final das contas, a sapiência é um eterno loop no vazio da existência?


Bem, como disse - não sei.


E sabe o que mais? 

Do que adianta processar tudo isso... 

Se o amanhã vai engolir cada parte dessa sina singular... E aí sequer estaremos aqui! 


Sim. 

Que seja. 

Somente saia. 

Sare lentamente (d)essa.


Ah, só mais uma coisa: 

Cer-fique-se de que não seja tudo em vão.  

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